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Serviço militar

Ieda Rodrigues
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Tiro de Guerra de Bauru pode ser extinto

Tiro de Guerra de Bauru pode ser extinto

Texto: Ieda Rodrigues

O Tiro de Guerra (TG) de Bauru poderá ser extinto. O motivo para a extinção ainda não foi confirmado, mas existem duas hipóteses: dificuldade financeira por falta de repasse de verbas municipais e uma decisão do Exército de suprimir algumas unidades do Interior do Estado para cortar despezas.

Há informações, extra-oficiais, de que o TG está enfrentando dificuldade financeiras e que faltam até materiais básicos na unidade, como papel higiênico. Se o TG for extinto, os bauruenses terão que se deslocar para outras cidades, como Lins e Marília, para prestar o Serviço Militar.

O vereador Toninho Garmes, na sessão de ontem da Câmara Municipal, alertou que Bauru poderá perder o TG por falta de repasses do Município. O vereador disse que os pais dos atiradores se cotizaram para comprar papel higiênico, material que estaria faltando na unidade.

O prefeito Nilson Costa, no entanto, garantiu ao JC que a Prefeitura tem atendido todas as solicitações feitas pelo Tiro de Guerra, como manutenção do prédio, cessão de funcionários e de alguns materiais. No Tiro de Guerra, a informação da dificuldade financeira e da possibilidade de extinção do órgão em Bauru foi confirmada. Mas o coordenador do TG preferiu não comentar o assunto, afirmando apenas que está tentando reverter o quadro e evitar o fechamento da unidade.

Nilson Costa explicou que o TG não recebe verba mensal ou anual da Prefeitura e, portanto, não há repasses atrasados. O prefeito disse que, há cerca de 40 dias, foi informado pelo coordenador do TG de Bauru de que o Exército estava suprimindo vários TGs do Interior, mas que o de Bauru não estava na lista. No entanto, no futuro, poderia ser suprimido, dentro das medidas de economia ditadas pelo comando do Exército.

O prefeito disse que, na ocasião, se colocou à disposição do TG e deu garantia de que a Prefeitura faria tudo o que estivesse ao seu alcance, como reparos do prédio. Ele lembrou que o TG de Bauru ocupa um prédio, cedido pela Prefeitura, localizado numa área nobre da cidade.

Segundo Nilson Costa, o TG de Marília, já na linha de cortar custos, teria reduzido o número de turmas de atiradores. O prefeito disse, ainda, que recentemente, sugeriu o nome de "João Maringoni" ao TG de Bauru, que ainda não tem denominação. A sugestão foi dada, de acordo com Nilson, após estudo feito pelo historiador Gabriel Ruiz Pelegrina. João Maringoni teria sido o primeiro presidente do Tiro de Guerra de Bauru.

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