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Prisão

Ieda Rodrigues
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Menores acusados de assalto são recolhidos à Cadeia Pública

Menores acusados de assalto são recolhidos

à Cadeia Pública

Texto: Ieda Rodrigues

Os menores T.F.M., 17 anos, e J.S.M., 16 anos, foram recolhidos a uma cela especial da Cadeia Pública de Bauru anteontem

à noite, após o Tático 4 da Polícia Militar encontrar com eles duas facas e cerca de R$ 128,00 em dinheiro, valor que seria fruto de um assalto a ônibus ocorrido momentos antes. Para a PM, a dupla teria contado que praticou 13 assaltos a ônibus e dois a estabelecimentos comerciais nos últimos meses.

No entanto, na delegacia, os dois menores se reservaram no direito de falar apenas em juízo. O 1.º Distrito Policial e a Delegacia de Investigações Gerais/Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (DIG/Garra) vão investigar, através do levantamento de boletins de ocorrências, se a dupla está envolvida ou não em outros assaltos.

T.F.M., de acordo com o delegado titular do 1.º Distrito Policial, Marcelo Haddad, anteriormente havia sido identificado com um dos dois rapazes que praticou assalto a uma padaria e a um supermercado, no mês passado.

A dupla foi reconhecida pelo motorista e cobrador do ônibus da empresa Reunidas, que fazia a linha Bauru-Piratininga e que foi assaltado anteontem à noite, na altura da quadra 36 da avenida Castelo Branco, em Bauru. Dois rapazes, armados de faca, entraram no ônibus como passageiro, mas logo um deles se dirigiu para o motorista e, mostrando a faca, anunciou o assalto.

Enquanto isso, o outro, com uma sacola plástica, aproximou-se do cobrador e, também apresentando uma faca, pediu que colocasse o dinheiro na sacola. Em seguida, a dupla saiu do ônibus correndo. A Polícia Militar foi acionada e o Tático 4, com o sargento Freitas e soldados Vaz, Zorzetto e Marcos, com a descrição dos dois assaltantes, deparou-se T.F.M. e J.S.M. na quadra 27 da avenida Castelo Branco.

Os policiais disseram que viram os dois menores jogando a sacola com dinheiro no chão. Abordados, eles não ofereceram resistência. J.F.M. teria admitido que esteve internado na Fundação para o Bem-Estar do Menor (Febem) mais de um ano, de onde saiu em julho passado.

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