Callegari prevê o fim dos serviços públicos
Callegari prevê o fim dos serviços públicos
Texto: Adriana Amorim
O deputado Cesar Callegari diz que a executiva estadual do PSB pode fazer uma intervenção ainda mais pesada no diretório municipal do partido caso as lideranças locais insistam em manter a legenda como uma nanica. "É impossível que um partido que se pretende forte e representativo não seja representativo em Bauru", afirma. Ele disse que a executiva estadual vai se reunir na próxima segunda-feira para discutir sobre a situação do diretório local. Callegari defende um novo processo de escolha dos membros do partido no Município, uma vez que não considerou democrática a forma coma a última eleição foi conduzida.
O deputado diz que as lideranças locais ainda não entenderam que é preciso "abrir as portas" do partido. "Não posso me conformar que o PSB de Bauru se comporte como uma legenda de aluguel", diz. Callegari afirma que o partido está atualmente mais preocupado em acertar as arestas no diretório municipal do que em formalizar uniões visando as eleições do ano que vem. No entanto, adianta que a legenda tende a aderir a forças chamadas por ele de progressistas. Ele traduz: PT, PDT e até PMDB, devido à presença do ex-deputado Tidei de Lima.
Serviço público
O deputado estadual Cesar Callegari (PSB) prevê a desestruturação do serviço público essencial caso o projeto de reforma da Previdência proposto pelo governador Mário Covas seja aprovado. Para ele, o Executivo estadual está tentando atribuir ao próprio servidor o ônus dos reparos no sistema previdenciário.
Callegari diz que a reforma, da maneira como está proposta, deve dizimar os servidores públicos e, consequemente, o serviço prestado por eles à população. Na sua opinião, a mudança vai desestruturar as carreiras do funcionalismo. "Na hora que você arrebenta com uma situação que já é precária, os serviços públicos podem se desmanchar", ressalta.
Ele completa que alguns setores do funcionalismo não recebem aumento salarial há cinco anos. "O acerto do sistema previdenciário não pode recair sobre os ombros do servidor e sim do governo", afirma. Para reverter a situação atual, na qual o governador sairia ganhando com cerca de 70% da bancada de apoio na Assembléia Legislativa, o deputado acredita que é necessária a mobilização dos servidores.
Para Callegari, Mário Covas está abusando daquilo que ele denomina de "desonestidade intelectual" ao dizer que os atuais servidores não terão condições de assegurar a própria aposentadoria caso o projeto seja rejeitado. "Isso não é verdade porque, da forma como o projeto foi apresentado, ele também não garante", acrescenta.
Callegari acusa Covas de estar liderando uma campanha de desvalorização do servidor na medida em que faz a população acreditar que o funcionalismo é privilegiado e que não seria justo o povo pagar por esses benefícios. "Mas a população já paga pelo salário do servidor e acredito que não haveria problema em pagar também os encargos".