PMDB afina discurso muda diretório
PMDB afina discurso e muda diretório
Texto: Nélson Gonçalves
O médico Fernando Monti assume a presidência do partido. Obras é o principal tema para as eleições
"Na natureza nada se cria, tudo se transforma". A famosa frase do mundo científico é aplicável à política e, no caso do PMDB, parece se encaixar no momento de mudanças da executiva municipal e preparação para a eleição do próximo ano. Na reunião que confirmou o médico Fernando Monti como o novo presidente da executiva, o partido também demonstrou que já está com o discurso afinado para a disputa rumo ao Palácio das Cerejeiras.
A relação entre a frase do mundo científico e a estratégia política do partido parece bem evidente. Depois de receber críticas por obras inacabadas no final da gestão de Tidei de Lima (PMDB), em 1996, o partido agora indica que tentará tirar proveito da paralisação da cidade, em termos de desenvolvimento, vivida nos últimos três anos. O tom dos discursos aponta para o efeito político-psicológico sobre a população.
Os peemedebistas deixam claro que vão bater na tecla de que a gestão Tidei fez o "papel estadista" de pensar no desenvolvimento a médio prazo da cidade, deixando
"obras importantes para o futuro do sistema viário do Município", por exemplo. Em síntese, o programa do PMDB para a eleição deve contemplar o aproveitamento da própria crítica a favor do candidato do partido, no caso Tidei de Lima. O benefício político viria de graça, se der certo a estratégia. Isso porque o mesmo Tidei que foi criticado por deixar obras inacabadas e dívidas para o Município agora teria a seu favor um período de estagnação dos seus sucessores, Izzo Filho e Nilson Costa.
É claro que, neste jogo político, o atual prefeito já deixou claro que pretende terminar a avenida do Oeste e o Teatro Municipal, por exemplo. A primeira alça do Complexo Viário já é outra história. Com tempo significativo na eleição e a indiscutível capacidade de discurso de seu principal líder, o ex-prefeito Tidei de Lima, o partido acha que fará uma bancada representativa na Câmara Municipal.
É claro que Tidei tenta demonstrar um entusiasmo além da realidade do momento (em política é sempre bom demarcar o tempo, como o próprio ex-prefeito discursou, ontem) quando cita que o partido terá cinco vereadores em sua próxima bancada.
Para conseguir tanto, o PMDB tem que indicar quem serão seus candidatos a vereador. Até agora, nas reuniões do partido não surgiu o interesse e potencial declarado de nomes além de Futaro Sato e outros como o professor Isaías Daiben, Clodoaldo Gazzetta e Alex Gasparini. Nos bastidores do último encontro ficou claro que, entre os argumentos dos descontentes, como o vereador João Parreira, estava exatamente a questão do quadro partidário para formar uma chapa.
A colocação, naturalmente, foi em direção a ex-secretários de Tidei que estão no grupo há alguns anos mas até agora não demonstraram que participariam da eleição como candidatos, ou n ao se apresentaram. Entre eles estão José Carlos Augusto Fernandes, Celso Martha, Tom Cardoso, Eric Fabris, Luiz Fernando Ribeiro e Mário Gabrielli. E não se constrói uma chapa forte somente de ex-secretários é preciso que o grupo vá às ruas, como candidatos, em busca de votos. Afinal, para fazer cinco vereadores (e não se trata de menosprezar o potencial de nenhum partido) é preciso contabilizar uma chapa com coeficiente eleitoral de cinco multiplicado por algo perto de sete mil votos, o que é bastante representativo.
Nova executiva municipal
Presidente: Fernando Monti
1º vice: Celso Martha
2º vice: Isaías Daiben
Sec. geral: Luiz Fernando Ribeiro
Sec. Adjunto: José Augusto Fernandes
Tesoureiro: Geraldo Scarabotto
1º vogal: Eric Fabris
2º vogal: Alex Gasparini
Líder bancada: Futaro Sato