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Viodeokê

Gustavo Cândido
| Tempo de leitura: 3 min

Quem canta seus males espanta

Quem canta seus males espanta

Texto: Gustavo Cândido

O ditado é mais que batido mas contém uma grande verdade, cantar pode ser um verdadeiro remédio para todas as pessoas. Não é toa que existem vários corais lotados para todas as idades e os bares e casas noturnas que possuem videokês estão sempre cheios. "As pessoas estão sentindo que cantar é uma coisa boa, que faz bem para o espírito, relaxa, além de ser uma excelente distração", diz o músico e professor de canto Emerson Lourenço Pollice, "o videokê é uma maneira barata de relaxar, sair de lá mais leve, por isso é tão procurado".

O professor que utiliza no seu curso, técnicas de teatro e relaxamento aliadas a noções de canto, no que chama de cantoterapia diz que as mudanças nas pessoas são visíveis depois que elas entram em contato com a música,

"pessoas que têm dificuldade de se expressar, que ficam nervosas em público, que não respiram direito, são as que melhoram mais quando começam a cantar", diz Pollice, "tenho alguns alunos muito tímidos que já estão, aos poucos, se soltando mais, a voz e o corpo".

Ana Valéria dos Santos, aluna de Pollice há dois meses, confirma o poder da música e diz que o canto já operou uma grande mudança em sua vida, "todos ao meu redor já sentiram a diferença na minha fisionomia, no meu humor", revela. Ela também diz que tem se tornado menos tímida, mais espontânea e comunicativa, "para mim é uma verdadeira terapia", afirma.

Para a jornalista Joelma Marino, o canto é uma forma de espantar a tristeza e espantar a timidez, "quando canto perco a timidez, me solto e me sinto muito bem", explica. Cantora desde cedo, "ficava na frente do espelho cantando sozinha", conta, Joelma foi levada pela mãe várias vezes a um programa de televisão em São Paulo, onde morava, para dublar artistas famosas. Hoje, com um sorriso permanente no rosto, ela diz que a vida toda tem sido marcada por músicas,

"tenho uma trilha sonora, que me faz lembrar de momentos da minha vida, adoro música e adoro cantar, mesmo que seja no chuveiro, como faço todos os dias", revela.

No caso de Marcelo Augusto Del Preti, o canto tem feito um papel maior do que simples método de relaxamento. Portador de síndrome de down, ele que leva uma vida ativa, com vários cursos e atividades educativas teve incluída em sua rotina, há dois meses, o curso de conto. Segundo sua mãe, Laila Del Preti a prática tem ajudado em vários sentidos, como na respiração, que é mais controlada e também no seu humor, "ele está muito feliz com isso". Marcelo confirma. Fã de Leandro e Leonardo, ele já canta uma música dos ídolos muito bem, "gosto muito de cantar", diz.

Integração

O canto também pode ser um fator de integração. O comerciante André Fernando Carvalho sempre gostou de cantar e quando teve a chance de fazer parte de um coral na igreja da sua comunidade não perdeu tempo. "É uma experiência maravilhosa, que além de me dar o prazer de soltar e voz, me fez conhecer melhor outras pessoas, que são os membros do coral. Ensaiamos quando há tempo, mesmo que não haja necessidade, só pelo prazer", conta.

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