Geral

MST

Redação
| Tempo de leitura: 2 min

MST ocupa Prefeitura de Guarantã

MST ocupa Prefeitura de Guarantã

Para pressionar o Incra, os sem-terra invadiram a Prefeitura, impedindo assim que os funcionários trabalhassem o dia todo

Guarantã - Até o começo da noite de ontem, um grupo de aproximadamente 200 sem-terra ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) ocupava o prédio da Prefeitura Municipal de Guarantã. O prefeito Antonio da Silva Rocha (PSDB) se dizia de mãos atadas, já que os invasores afirmavam que só deixariam o local se obtivessem uma posição favorável por parte do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária

(Incra). As polícias Militar e Civil de Guarantã permaneciam no local para garantir a segurança.

O objetivo dos sem-terra, segundo o integrante do MST Nivaldo Garcez Costa, é apressar a vistoria da Fazenda Coqueirão, que definirá se a área é ou não passível de reforma agrária. Os sem-terra reivindicam o assentamento na fazenda, de propriedade da família Ribas, invadida em novembro de 1997.

Os manifestantes chegaram ao paço municipal por volta das 9 horas e tomaram todas suas dependências, impedindo que funcionários saíssem e contribuintes entrassem. O prefeito disse que tentou dialogar com o grupo mas as tentativas para um acordo não evoluíram.

Animados por uma sanfona, afirmaram ao prefeito que só pretendem deixar o prédio quando puderem retornar à fazenda, de onde saíram há um mês para possibilitar a vistoria.

Apesar de pacífica, a manifestação teve momentos de tensão, mas funcionários encarragados da vistoria estiveram no local para ouvir as reivindicações e encaminhar providências.

Ao saírem da fazenda, os sem-terra montaram suas barracas

às margens da SP-333, para onde não querem voltar. Alegam que ali ficam expostos a perigos e, além disso, querem voltar a cultivar hortaliças e desenvolver outras pequenas atividades de subsistência até que ocorra o assentamento. Até o final da tarde, o prédio da prefeitura continuava ocupado. O prefeito espera que o superintendente do Incra, Luiz Moraes Neto, em viagem pela região, encontre uma fórmula para resolver o problema.

O grupo que ocupou a Prefeitura é o mesmo que no mês passado promoveu manifestação junto ao fórum local e por diversas vezes fechou o tráfego nas rodovias da região com o objetivo de apressar o Incra na desapropriação das terras para assentamento.

Comentários

Comentários