Hidroginástica é saída para exercício tradicional
Hidroginástica é saída para exercício tradicional
A hidroginástica pode ser a alternativa ideal para grupos de pessoas que encontram dificuldades ou são desaconselhadas a praticar os exercícios tradicionais. Foi para melhor orientar os profissionais da área sobre esse assunto que esteve no Serviço Social do Comércio (Sesc) em Bauru, no último final de semana, a professora de Educação Física da Universidade de São Paulo (USP), Cláudia Melem. Ela ministrou o curso "Hidroginástica para populações especiais " dentro do "Encontro de Atividades Corporais" promovido pelo Sesc desde o dia 12 deste mês.
"Existem várias formas de trabalhar com hidroginástica, desde a terceira idade, pessoas obesas, grávidas e portadores de diabetes", explica a professora. Cláudia enfatizou nos dias do curso temas como a anatomia básica dos grupos, formas de trabalho, cuidados essenciais e aspectos psicológicos. No caso dos idosos, por exemplo, falou sobre as causas das alterações de rendimento e as modificações mais acentuadas.
Ela explica que a hidroginástica pode atender grupos que encontrariam dificuldades em praticar exercícios tradicionais. Na água, os movimentos podem ser amenizados ou intensificados através da utilização das propriedades físicas da água, como a turbulência. "Ela ajuda ou dificulta os exercícios", acrescenta.
Segundo a professora, a hidroginástica tem outras vantagens, como o fato de ajudar na elevação da auto-estima, fazer com que a pessoa não perceba que está suando e apresentar uma resposta positiva do ponto de vista muscular.
"Esse é um campo muito vasto para o profissional", explica.
Ontem, houve também o curso dado pelo professor Armando Austregésilo, especialista em técnicas de massagem. O conteúdo do curso contou com tópicos como a massagem como terapia, a energia dos orientais e seus usos no Ocidente, noções de equilíbrio e desiquilíbrio, e teoria dos cinco elementos.
As atividades fecharam o ciclo do Encontro, que teve como finalidade capacitar o profissional para atuar de forma competente, orientando a educação corporal na integração dos aspectos biológicos e sócio-culturais. Além disso, propõe o aumento da sensibilidade para que os profissionais possam atuar com grupos heterogêneos e desenvolver trabalhos nas diversas áreas da cultura corporal.