Detran quer reduzir a violação de placas
Detran quer reduzir a violação de placas
Texto: Adriana Amorim
Algumas cidades do Estado de São Paulo, entre elas Bauru, já estão utilizando um novo material como lacre para o emplacamento de veículos. A medida é uma determinação do Departamento de Trânsito (Detran), que pretende reduzir a possibilidade de violação das placas.
O novo sistema vem sendo aplicado pelas cidades nas quais houve troca das empresas permissionárias do serviço. A Casa Verri, que por anos desenvolveu a atividade, foi substituída pela Comepla.
Agora, o lacre que anteriormente era feito de chumbo, é de plástico. Cada uma das cidades onde o serviço de emplacamento é prestado pela Comepla adota uma cor de lacre. No caso de Bauru, o plástico é laranja e começou a ser colocado nos veículos no final do mês passado. Por enquanto, recebem o novo lacre os carros zero quilômetro nos quais as placas são instaladas pela primeira vez e os que ainda possuem a placa amarela e vão trocar pela cinza.
O delegado da 5ª Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran), Roberto Cabral Medeiros, explica que a intenção é dificultar os crimes praticados através da violação dos lacres. Ele explica que o plástico é um material mais frágil, que se rompe com facilidade. Qualquer tentativa de retirada do lacre, serviço que só pode ser feito pela empresa contratada pelo Detran, é percebida. "Ele se rompe mais fácil, denunciando a tentativa de violação", acrescenta.
Sem violação
O delegado diz que a medida pode evitar crimes como a clonagem de placas. Nesse caso, uma pessoa fabrica uma placa do mesmo número de um veículo da mesma marca e características que o seu. Todas as infrações de trânsito cometidas pelo motorista que usa a placa adulterada são anotadas no prontuário do motorista que possui o carro com a placa original.
O novo material do lacre também deve impedir que os motoristas retirem as placas do veículo por um determinado período a fim de cometer infrações de trânsito e ficar livre das multas. "Geralmente isso acontece nos finais de semana, quando motoristas tiram a placa para poder praticar crimes no trânsito e depois colocam novamente", acrescenta o delegado.
O lacre de plástico não pode ser reaproveitado. Por isso, se ele for retirado, a placa precisa receber nova lacração feita apenas pela empresa conveniada ao Detran, que exige justificativas sobre os motivos que levaram o motorista a adotar a medida. Além disso, o veículo precisa passar por uma nova vistoria e uma taxa é cobrada para que todo o serviço seja realizado.
O delegado Roberto Medeiros acrescenta ainda que a cor diferenciada dos lacres deve facilitar a fiscalização. "Se não houve, por exemplo, autorização da Ciretran de uma cidade para que a lacração fosse feita em outro município, algo errado pode existir, sendo apontado pela cor diferente do lacre", explica.