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Judô

José Carlos Azenha
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Disputa pela CBJ é nova meta

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Disputa pela CBJ é nova meta

Texto: José Carlos Azenha

A disputa pela presidência da Confederação Brasileira de Judô, em 2001. Essa pode ser a nova meta para o Conselho de Moralização da modalidade -- formado pelos principais judocas brasileiros -- que recentemente conseguiu sua primeira vitória, ao levar para o COB a tarefa da escolha e organização dos treinos da equipe brasileira que vai à Olímpiada de Sydney-2000.

Na opinião de Aurélio Miguel, que está em Bauru desde ontem, Walter Carmona ou Douglas Vieira são nomes credenciados a uma disputa com a família Mamede, que há décadas controla a CBJ. E para pôr fim à interminável crise que vive o judô brasileiro. O sistema eleitoral, em que todas as federações tem mesmo poder de voto, mantém a CBJ nas mãos da família Mamede.

Aurélio participou, na manhã de ontem, da solenidade de abertura do 12º Festival Interescolar, no Ginásio do Sesi, que reuniu 350 judocas, de academias de Bauru, Botucatu, B. Bonita, Jaú, S. Manoel e Macatuba. Hoje participa de almoço no Clube de Campo do BTC

Na preleção às crianças, ontem, Aurélio Miguel estimulou o bom desempenho escolar. E cobrou obediência

às mães em relação à alimentação.

"Não pode ficar comendo só McDonald, tem que se alimentar com verduras e frutas". O judoca destacou, também, a necessidade de disciplina. "O importante é gostar daquilo que fazem. Seja rápido ou devagar, cresçam com lealdade, sem prejudicar as pessoas que estão ao seu lado. Nada na vida acontece com facilidade", disse.

Aurélio, 35 anos, foi medalha de ouro na Olimpíada de Seul, em 1988. Em Atlanta, em 1996, bronze. "Meu sonho

é ser bicampeão olímpico", diz. Segundo ele, para sua concretização tem a seu favor "um estado atlético acima da média".

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