Medicina Ortomolecular é complementar
Medicina Ortomolecular é complementar
Texto: Andréia Alevato
A medicina ortomolecular atua na prevenção e no tratamento de doenças, inclusive da osteoporose. Densitometria
óssea é o exame que diagnostica a doença
A medicina ortomolecular, segundo o geriatra e reumatologista Júlio Horta Filho, é uma medicina complementar e não alternativa, como os Florais e a homeopatia. Ela complementa a medicina tradicional e se baseia na nutrição, na nutriologia.
"A medicina ortomolecular é aquela que atua na prevenção e no tratamento de doenças, utilizando todos os recursos e procedimentos disponíveis na medicina contemporânea.
É a medicina tradicional acrescida das recentes aquisições no campo da nutrição, genética, biologia molecular, radicais livres, ecologia sistêmica, indução enzimática e outras", explicou o geriatra e reumatologista.
No tratamento de osteoporose, a medicina ortomolecular complementa o tratamento com nutrientes, minerais, vitaminas e hormônios.
"Quando oferecemos à célula os elementos necessários ao seu metabolismo, ela apresentará condições de produzir energia, frabricar substâncias vitais, controlar a produção dos radicais livres e agir nos mecanismos de reparo celular e de vigilância imunológica", completou.
Para aplicar a medicina ortomolecular, o médico, em primeiro lugar, faz a avaliação ortomolecular no paciente. Nessa avaliação são dosados os exames normais e os hormônios.
O geriatra e reumatologista Júlio Horta Filho também realiza em seus pacientes o mineralograma do cabelo, que é o exame do cabelo. Esse exame, que pode ser usado para a osteoporose e para qualquer outro tratamento, é feito apenas nos Estados Unidos. O médico retira um pouco de cabelo do paciente e manda para o Great Smokies Diagnostic Laboratory, laboratório na Carolina do Norte, Estados Unidos. O cabelo será analisado. O resultado mostrará o que pode estar intoxicando a pessoa, como metais tóxicos (chumbo, alumínio, mercúrio) e o que está faltando no organismo, como cálcio, zinco, magnésio, selênio.
"Essa medicina surgiu para utilizar todos os recursos disponíveis para alcançar o objetivo maior de prevenção de doenças, embora se preocupe com o tratamento de doenças já instaladas e o seu emprego certamente aumentará a eficácia dos tratamentos clássicos. A medicina ortomolecular é a reposição de substâncias que podem estar faltando naquela pessoa. Com a reposição, haverá um equilíbrio das células e ela responderá melhor ao tratamento convencional", finalizou o médico.
Densitometria Óssea
A Densitometria Óssea é um método diagnóstico relativamente recente, praticamente inócuo, que não necessita de preparo, além de ser rápido, não ivasivo e até confortável. Esse exame é indicado para para o diagnóstico e prevenção da osteoporose e a monitoração do tratamento.
O método é totalmente computadorizado, que utiliza feixe de Raio-X de baixa intensidade.
Quem faz a densitometria garante que não sente nenhum desconforto. Deitado em uma maca, o aparelho opera praticamente sozinho. Rosângela Aparecida Ramos dos Santos, secretária e técnica de exame de densitometria óssea da Beneficência Portuguesa, explicou que depois que o paciente está deitado para fazer o exame, do computador ela opera o aparelho. O aparelho passa em cima do corpo do paciente, capta a imagem através de uma luz de laser. Essa imagem é jogada no computador e será analisada.
Maria Éden Carnielli de Arruda Paes, 68 anos, faz a densitometria
óssea uma vez por ano. Ela não tem osteoporose, mas passa pelo exame porque faz a prevenção. Maria
Éden disse que faz caminhadas e mantém uma boa alimentação, rica em cálcio.
"A gente tem que prevenir para não sofrer mais tarde. Há anos eu faço a prevenção e a densitometria
óssea. Faço caminhadas e mantenho uma alimentação saudável", disse Maria Éden.