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Marcos Zibordi
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Associações criticam Câmara de Piratininga

Associações criticam Câmara de Piratininga

Texto: Marcos Zibordi

Decisão de arquivamento da fita-denúncia contra prefeito gera protestos de moradores de Piratininga

Piratininga - Presidentes de duas Associações de Bairro de Piratininga estão revoltados com a decisão do legislativo municipal de não apurar a denúncia de pagamento de propina para o prefeito Armando Persin (PSDB). Ana Lúcia Rodrigues Martins, 32 anos, presidente da Associação do Bairro Sebastiana Falkeiro, esteve na sessão e diz que ficou surpresa com a atitude dos vereadores. Ela diz que o bairro onde mora sofre de vários problemas de infra-estrutura e que o valor pago pela colocação de pedrinhas portuguesas

(objeto da denúncia) nas praças poderia resolver este problema. Segundo ela, duas construções abandonadas pela Prefeitura estão servindo de ponto de prostituição e uso de drogas. Ela diz ter conversado com a presidente da Câmara para dizer que onde há fumaça há fogo. "Se o prefeito não deve, não há o que temer. Se eles não concordaram em averiguar, é porque eles também devem".

Para ela, os moradores não estão representados na atual composição legislativa. Ela disse ainda que as tais pedrinhas portuguesas estão se soltando do chão.

David da Silva, 63 anos, presidente da Associação de Bairro do Jardim Kirilos, também presenciou a sessão da Câmara que recusou a denúncia. Nesta sessão de cerca de duas horas, somente três dos nove vereadores se manifestaram. Os outros só abriram a boca para responder presente e "não", quando perguntados se aceitavam a denúncia. Silva critica a atitude do vereador Argemiro Parizoto (PMDB), que nem sequer ouviu a fita-denúncia, mas recusou-a, sob o argumento de que se tratava

de um monte de baboseiras. Durante a sessão, ele defendeu o prefeito e atacou o contador afastado Claudinei Geraldo.

O contador respondeu ontem as acusações feitas pelo vereador quanto sua idoneidade. Ele diz que o setor contábil não tem nada a ver com o INSS, respondendo à acusação de que teria problemas com o Instituto. "O encaminhamento que efetuei a essa Câmara, que redundaram na CPI, esclareço que o referido pedido de apreciação foi instruído por documentos públicos, assinados pelos signatários, por si só pressupõem veracidade".

Segundo ele, quanto às irregularidades administrativas e quebra dos princípios constitucionais, pilares básicos de uma administração pública, estão contidos e comprovados pelos próprios documentos mencionados.

"Quanto à minha idoneidade, honestidade e capacidade profissional, foram devidamente avaliada, no concurso público e avalizada pela administração, tanto que o senhor prefeito me nomeou contador da prefeitura, e tomei posse no cargo, segundo a lei".

Ele promete tomar uma atitude em relação às declarações do vereador Parizoto, que considera caluniosas.

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