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Josefa Cunha
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Sindicância descrta desvio na Emdurb

Sindicância descarta desvio na Emdurb

Texto: Josefa Cunha

A comissão de sindicância aberta para apurar possível desvio de combustível na Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural (Emdurb) descaracterizou a irregularidade durante o processo de investigação. A informação foi passada ontem pelo presidente da empresa, Joaquim Madureira, que despachará oficialmente sobre a questão na próxima segunda-feira.

O relatório da sindicância não confirma a suspeita de desvio levantada por uma funcionária da Emdurb e denunciada há alguns meses pelo vereador João Parreira de Miranda (PMDB). Os comentários recaíam sobre a licitude ou não da Emdurb abastecer viaturas da Prefeitura locadas na Secretaria das Administrações Regionais (Sear). Corria a informação de que 250 mil litros foram destinados aos veículos da Sear, mas o relatório da sindicância sequer chegou a precisar quantidades de combustível "emprestado" à Prefeitura.

Empréstimo solidário. Essa teria sido a conclusão da sindicância depois de dois meses de apuração. Várias pessoas foram ouvidas, inclusive o ex-presidente da Emdurb durante a administração Izzo Filho, André Torrens. O abastecimento sob investigação, aliás, teria ocorrido na gestão de Torrens.

Segundo Madureira, a manutenção das viaturas da Emdurb e Prefeitura deveria ocorrer separadamente. Num passado recente, a Emdurb se utilizava das bombas da Prefeitura, mas foi obrigada a licitar seu próprio combustível depois que a administração passou a sofrer restrições por parte dos credores. "Não tinha mais combustível. Por essa razão, a empresa abriu licitação e fez um contrato para garantir o abastecimento", recorda Madureira.

Na opinião do atual presidente, que nega ter autorizado tal prática em sua gestão, o comentado desvio pode ser visto como uma compensação da época em que a Prefeitura abastecia os veículos da Emdurb. "A administração deve ter se valido da solidariedade, muito comum entre as secretarias municipais, para usar o contrato da Emdurb. Todos sabem das dificuldades", considerou. "Irregular seria permitir procedimentos que não cabem à empresa, como asfaltar ruas. Dentro daquilo que podemos colaborar, como empréstimos de máquinas, não vejo ilegalidade", completou.

Apesar de ainda não ter se manifestado em cima do relatório da sindicância, Madureira pretende encaminhar todo o processo ao prefeito Nilson Costa (PPS) e ao Tribunal de Contas do Estado.

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