Sindicato dos Bancários alerta sobre decisão do TST
Sindicato dos Bancários alerta para decisão do TST
Texto: Márcia Buzalaf
O Sindicato dos Bancários e Financiários de Bauru e Região afirma que o abono determinado pelo Tribunal Superior do Trabalho no julgamento do dissídio de R$ 2,5 mil para todos os funcionários dos dois bancos federais, a Caixa Econômica Federal (CEF) e o Banco do Brasil (BB), deve a longo prazo prejudicar a categoria. Segundo Marcos Aurélio Silvestre, diretor de comunicação do sindicato, o abono só é válido para funcionários da ativa e não é computado nos fundos de pensão dos dois bancos nem nas contribuições sociais dos trabalhadores.
O questionamento da validade da decisão do TST começa na própria representação desta ação. Ela foi ajuizada pela Confederação dos Bancários
(Contec), que, segundo Silvestre, representa cerca de 10% de toda a categoria bancária. O sindicato de Bauru e região
é filiado à Confederação Nacional dos Bancários da CUT (CNB).
No julgamento, foi determinado 0% no reajuste salarial e na produtividade, além da instalação de um cartão de ponto eletrônico. As cláusulas sociais não foram avaliadas pela decisão do TST, o que deve gerar mais discussão com os bancos. O sindicato estava exigindo quase 30% de reajuste mas, no decorrer da campanha, o índice caiu para 5,5%. "Mesmo assim, eles não aceitaram", conta o sindicalista.
Silvestre afirma que o próximo passo é retomar as negociações e, dependendo da posição dos bancos, retomar a mobilização. Tudo isso será discutido e determinado pela própria Executiva Nacional dos Bancários. "Mesmo assim, a gente continua reivindicando o reajuste", afirma.
A avaliação que o sindicato faz da paralisação nos dois bancos em Bauru é positiva. Para Silvestre, o primeiro abono oferecido pelos patronais era de R$ 1 mil que só foi reajustado para R$ 2,5 mil depois das paralisações.
Na opinião de Silvestre, a participação maior durante a greve foi dos funcionários da CEF, que depois de cinco anos retomou força para as manifestações. Para o sindicato, o Banco do Brasil costuma exercer mais pressão e, por isso, os funcionários não aderiram ao movimento.