Geral

Homicídio

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Encapuzado assassina pintor na Falcão

Encapuzado assassina pintor na Falcão

Texto: Ieda Rodrigues

O pintor André Luís de Jesus Brasil, 35 anos, que morava na Vila Falcão, foi assassinado com vários tiros anteontem à noite em sua casa. Segundo testemunhas, o autor dos disparos é um homem aparentando 20 anos, de cor branca, olhos verdes, cabelos lisos e claros, que estava encapuzado. O crime estaria ligado a cobrança de dívida de drogas.

A mulher da vítima, Maria Claudete Bernardo, 34 anos, contou

à polícia que o homem encapuzado, portando um revólver, provavelmente calibre 38, e uma pistola calibre 7.65, chegou a sua casa, por volta das 19h30, procurando por Brasil. De acordo com ela, era o terceiro dia consecutivo que o rapaz procurava por seu marido - das outras vezes, como Brasil não estava, ele foi embora.

No entanto, na quarta-feira à noite, o rapaz resolveu entrar e esperar por Brasil. Maria Claudete relatou que o rapaz ficou sentado no sofá na sua presença e de seu filho, Nélson Bueno Filho, 15 anos. Nesse período, o outro filho da testemunha, menor, estava no quarto dormindo.

Maria Claudete contou que o rapaz, em curtos períodos de tempo, saía da residência e, através de assobios, se comunicava com uma pessoa que o esperava em uma moto ou carro. Ainda de acordo com a testemunha, enquanto esperava, o rapaz chegou a contar várias estórias e pediu várias vezes para que não olhassem para o seu rosto, para que não fosse reconhecido.

Ainda segundo Maria Claudete, o seu marido chegou por volta das 23h30. Quando ele abriu o portão que dá acesso à residência, o rapaz encapuzado teria determinado que ela e seu filho fossem para um outro cômodo. Mas a testemunha contou que continuou a ouvir a conversa entre Brasil e o rapaz.

O autor dos disparos, segundo Maria Claudete, mandou que a vítima tirasse a camisa e a carteira, pedindo o dinheiro que estava nela. Em seguida, o encapuzado teria dito a Brasil que ele havia ameaçado sua família e roubado algumas armas a que lhe pertenciam e que estava lá para acertar as contas. O rapaz ainda teria dito que Brasil havia mexido com seu irmão e lhe devia R$ 1 mil.

A vítima, conforme Maria Claudete, teria tentado justificar, dizendo que o rapaz estava enganado, que não havia ameaçado ninguém e que devia só R$ 400,00 para o "chefe". Em seguida, a testemunha disse que ouviu o rapaz mandar seu marido sentar-se no sofá da sala onde estavam e não falar mais nada.

Brasil teria dito ao rapaz a seguinte frase: "Se você vai me apagar, faça logo o serviço", momento que Maria Claudete teria ouvido vários disparos de arma de fogo e visto o rapaz encapuzado sair correndo da residência. A vítima morreu no local e o caso está sendo investigado pela Delegacia de Investigações Gerais/Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (DIG/Garra). Até ontem, não havia pistas do autor dos disparos.

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