Bingos se unem contra extinção
Bingos se unem contra extinção
Desde o alarde do governo sobre a possível extinção dos bingos, os proprietários das casas de jogos de Bauru se uniram para protestar contra a hipótese de encerramento dos jogos. Hoje, em Bauru, funcionam quatro casas, o Bingo Plaza, Bingo Royal, Bingo Cidade de Bauru e Bingo Nações. No total, são 120 funcionários mantidos por esses estabelecimentos. Os representantes dos quatro bingos de Bauru são contra a possível decisão do governo do encerramento dos jogos. Eles alegam que as empresas geram um grande número de empregos e esse é o principal fator, segundo eles, de que as casas de jogos devem ser mantidas.
No estado de São Paulo, os bingos geram aproximadamente 40 mil empregos diretos e 25 mil empregos indiretos. Em todo o País deve chegar a 150 mil empregos diretos e 600 mil indiretos.
O gerente administrativo dos bingos Plaza e Royal, Régis Coelho da Silva, disse que essa medida do governo em querer fechar os estabelecimentos é arbitrária. "O que aconteceu foi um problema com um dono de um bingo e agora estão generalizando", disse.
Na verdade, até agora o que existe é somente uma intenção de, através de uma Medida Provisória, extinguir esse setor de atividade que é estabelecido pela Lei 9.615/98, a Lei Pelé.
A Lei diz que os bingos devem repassar uma parte da renda obtida para as ligas de futebol ou para clubes que desenvolvam atividades esportivas. A obtenção do alvará de funcionamento só é obtida após o parecer do Departamento de Uso e Ocupação de Solo das prefeituras, em conjunto com o Corpo de Bombeiros, que inspecionam a segurança do local. É necessário, também, passar pelo setor de cadastro imobiliário e, mais tarde, pelo Instituto Nacional do Desenvolvimento do Desporto (Indesp), responsável pelo credenciamento da entidade esportiva a que estará vinculada a casa de jogos.