Geral

Suicídio

Fábio Grellet
| Tempo de leitura: 2 min

Rapaz se mata depois de atirar na esposa

Rapaz se mata após atirar na esposa

Texto: Fábio Grellet

Casal de Duartina mantinha relacionamento conturbado, que já exigira intervenções da polícia em outras ocasiões

O operador de máquinas Antonio Wanderlei Tagliamento, 31 anos, suicidou-se anteontem, por volta das 18 horas, depois de ter disparado três tiros contra sua própria esposa, Maria Aparecida Gonçalves Tagliamento, 29 anos, na sala da casa onde moravam, em Duartina. Maria Aparecida sobreviveu

à tentativa de assassinato e continua internada no Hospital de Base de Bauru, embora não corra mais perigo de vida. Casados há oito anos, Antonio e Maria Aparecida tinham um filho com sete anos de idade e moravam numa casa existente nos fundos daquela onde moram os pais dele.

Conforme o delegado de polícia de Duartina, Clementino Sobral, a polícia ainda desconhece o motivo do crime, mas sabe que as desavenças entre o casal ocorriam há muito tempo - talvez mais de um ano. No dia 2 de dezembro, por exemplo, segundo a Polícia Militar de Duartina, Maria Aparecida teria saído de casa, indo se abrigar em casa de familiares seus, que residem em Espírito Santo do Turvo. No dia seguinte, 3 de dezembro, a mulher já havia voltado à casa onde vive com o marido quando o casal se envolveu numa agressão mútua: a briga exigiu até intervenção da polícia, que esteve no local por volta das 20 horas.

No dia 14 de dezembro, Antonio registrou um boletim de ocorrência que notificava suposto abandono de lar, pela esposa. Segundo a Polícia Militar, Maria Aparecida teria retornado a Espírito Santo do Turvo e, ontem, seu marido foi buscá-la. Veio com ela um irmão, que aparentava 13 anos - a idade não foi confirmada oficialmente pela polícia.

Por volta das 18 horas de ontem, após uma discussão, Antonio disparou três tiros contra Maria Aparecida. Ele usava um revólver Taurus calibre 32. Os tiros entraram pelas costas da mulher - provavelmente porque ela estivesse fugindo dele, segundo a polícia - e se alojaram em seu tórax. Maria Aparecida ainda deu alguns passos e caiu, de bruços, na calçada da casa. Quando os policiais militares chegaram ao local, encontraram a mulher ainda consciente e a levaram para o Hospital Santa Luzia, onde ela recebeu os primeiros socorros. Em seguida, foi transferida para o Hospital de Base de Bauru. Atenderam a ocorrência os soldados Olívio e Guedes, acompanhados pelo sargento Jurandir Iglesias Penedo, que é o comandante da Polícia Militar em Duartina.

Depois de atirar contra a mulher, na sala da própria casa, Antonio disparou um tiro contra sua cabeça e morreu.

Há indícios, segundo a polícia, de que Maria Aparecida sofria crises nervosas, durante as quais ficaria psicologicamente descontrolada. Outra informação extra-oficial dá conta de que a mulher teria um amante, razão porque Antonio teria tentado matá-la, anteontem.

O corpo de Antonio seria enterrado ontem, em Duartina.

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