Geral

Suicídio

Ieda Rodrigues
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Enforcado esteve envolvido em assassinato de criança em 92

Enforcado esteve envolvido em assassinato de criança em 92

Texto: Ieda Rodrigues

Elias Aparecido Gusmão, 22 anos, encontrado enforcado em sua casa, no Jardim Andorfato, anteontem, quando menor, esteve envolvido no estupro e assassinato de uma menina de 3 anos, no Parque Jaraguá em 1992. Na época, o crime chocou a população e teve grande repercussão devido

à crueldade. Gusmão teria se enforcado após matar sua mulher, Cláudia José André dos Santos, 22 anos, que foi encontrada enterrada debaixo de uma cama na casa do casal, também anteontem.

Gusmão, que em 1992 tinha 14 nos, junto com Juarez de Moura Franco, conhecido por "Poeta", segundo foi apurado, estuprou e matou Karina Lopes. A menina, de apenas 3 anos, levou 25 facadas. O corpo, nu, foi encontrado num terreno baldio do Parque Jaraguá. A mãe da menina, Maria Aparecida Lopes, teria planejado o crime junto com "Poeta". Os dois foram condenados a 42 anos de prisão pelo crime.

O delegado titular da Delegacia de Investigações Gerais/Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (DIG/Garra), J.J. Cardia, lembrou que Gusmão, após o assassinato da menina foi internado na Fundação para o Bem-Estar do Menor (Febem), onde ficou até completar 18 anos. Cardia está investigando se realmente Gusmão matou sua mulher e em seguida se enforcou.

"Poeta" e a mãe da menina, segundo a polícia apurou ainda em 1992, planejaram o estupro e assassinato de Karina numa tentativa de incriminar Juraci Inácio de Souza, que era amásio de Maria Aparecida. O objetivo de "Poeta" e da mulher era que Souza abandonasse o barraco e, assim, eles pudessem viver na casa.

A princípio, Souza realmente foi incriminado pelo estupro e morte da menina. Mas dias após, Maria Aparecida acabou confessando à polícia que havia planejado o crime junto com "Poeta" e a participação de Gusmão, que confessou a participação e contou pormenores do crime. A DIG/Garra não tem registro policial de Gusmão após ele ter saído da Febem.

Como foi o crime

"Poeta" e Gusmão chegaram a casa de Maria Aparecida afirmando que um dos moradores - ela, a criança ou o Souza

- iria morrer. Gusmão, de posse de uma faca, ameaçou Souza e Maria Aparecida, quando Karina teria corrido para casa de um vizinho. Momentos depois, Gusmão pegou a menina e a levou para um matagal perto da casa.

Já no matagal, "Poeta" e Gusmão teriam retirado a roupa da menina e a estuprado. Em seguida, Gusmão teria desferido uma facada no tórax da criança, passando a arma para "Poeta", que teria desferido mais 23 facadas. Depois, eles abandonaram o corpo, que foi encontrado com a calcinha amarrada na boca e com várias perfurações pelo corpo.

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