Gasolina vai para R$ 1,27 e álcool vai para R$ 0,85
Gasolina vai para R$ 1,27 e álcool para R$ 0,85
Texto: Márcia Buzalaf
Os preços dos combustíveis sofreram novo reajuste na cidade. O litro do álcool está em um preço médio de R$ 0,85 e a gasolina está cotada em torno de R$ 1,27. Antes do reajuste, os preços estavam em R$ 0,699 para o litro do álcool e em torno de R$ 1,25 para a gasolina.
O aumento médio foi de 1,6% na gasolina e de 22% no álcool. De acordo com empresários do setor, o reajuste foi motivado para compensar o aumento de preço no litro do álcool, que vem sendo feito constantemente e que também influencia o preço da gasolina, já que 24% da composição da gasolina é de álcool anidro.
O preço médio do álcool na cidade está entre R$ 0,819 e R$ 0,859, apesar de que alguns postos ainda devem tentar manter o preço baixo. Um deles, por exemplo, estava cobrando R$ 0,69 pelo litro do álcool até a tarde de ontem, apesar de não saber até quando poderia manter este valor.
Em relação à gasolina, a grande maioria das revendas está vendendo o combustível por R$ 1,27, apesar de que alguns postos ainda mantiveram o preço do litro por R$ 1,249.
Nas distribuidoras, o preço do litro do álcool está cotado em uma média de R$ 0,62 e, da gasolina, em R$ 1,02, fora a taxa de frete de R$ 0,02 por litro de cada combustível. Portanto, a margem de lucro dos postos está em torno de 22% para a gasolina e 34% para o álcool.
A mudança de preço na gasolina e no álcool foi notada por alguns leitores do jornal, que sentiram falta da placa com o preço dos combustíveis, exigência determinada por lei. Dando uma volta na cidade, percebe-se que algumas revendas, no lugar do preço dos combustíveis, estão anunciando campanhas promocionais.
A assessoria de imprensa do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo (SincoPetro) em São Paulo afirma que não recebeu nenhum anúncio oficial do aumento dos preços.
A grande crítica do setor de combustíveis é a implantação da Bolsa Brasileira de Álcool
(BBA) e da Brasil Álcool, entidades reguladoras do mercado, responsáveis por intermediar a venda do combustível entre usinas e distribuidoras e donos de postos.
Gasolina em Bauru não é adulterada, diz ANP
A Agência Nacional de Petróleo (ANP), único
órgão responsável pela fiscalização da qualidade dos combustíveis no País, detectou que a qualidade da gasolina em Bauru é boa, sem nenhum tipo de adulteração.
Em fiscalização realizada no último dia 11 em 26 postos da cidade, a agência detectou uma gasolina 100% de acordo com as condições exigidas pela legislação brasileira. O diretor do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo (SincoPetro) de Bauru, Homero Sebastião Gomes, afirma que Bauru deve ter aproximadamente 100 postos em funcionamento, fazendo com que a agência tenha fiscalizado uma amostra de cerca de 26% das revendas.
A fiscalização foi realizada por a partir de uma requisição do Ministério Público Federal, por denúncias que já recebeu em relação
à qualidade do combustível em Bauru. As fiscalizações realizadas pela agência geralmente partem de denúncias, que podem ser feitas anonimamente e por telefone.
A assessoria de imprensa da ANP afirma que a taxa de adulteração da gasolina no Brasil é de 5%. O cálculo foi feito com base no monitoramento de revendas de dois grandes centros de consumo, o paulista e o carioca.
Em São Paulo, a taxa de adulteração é de aproximadamente 6% e, no Rio de Janeiro, o índice é de 4%. Por esta amostragem, a agência estima que 5% de todo o combustível do País seja adulterado.
A assessoria de imprensa da agência ainda completa dizendo que estes dados servem para abafar a justificativa de vários postos de combustível, que alegam adulteração para todo e qualquer posto que pratica preços abaixo da média do mercado.
Serviço
Quem desconfiar ou tiver provas de postos de combustível que adulteram a composição dos produtos, pode entrar em contato com a ANP, pelo telefone: (21) 804-1100.