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Patrícia Zamboni
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Banco de Leite tem grande demanda e poucas coletas

Texto: Patrícia Zamboni

Em função das viagens de final de ano, o Banco de Leite de Bauru passa por momentos delicados pela falta de doadoras.

"Nessa época do ano essa diminuição nas doações é muito característica, porque muitas pessoas viajam para comemorar as festas. Mas isso já acontece há 15 anos, por isso, a partir do meio do ano nós já começamos a trabalhar visando o estocamento de leite para poder agüentar esse período. Esse mês nós chegamos a passar uma semana e meia sem nenhuma inscrição de doadoras novas. Isso é problemático, porque não conseguimos repor o estoque", explica Maria Nereida Panichi, nutricionista e coordenadora do Banco de Leite, que pertence à Secretaria Municipal de Saúde.

Segundo Nereida, para conseguir uma boa quantidade de doações para garantir o estoque, que por sua vez irá suprir a demanda de final e início de ano, o Banco de Leite conta com a Semana Mundial de Amamentação, comemorada em agosto. De acordo com a nutricionista, nessa época o número de doações aumenta consideravelmente, e são elas as responsáveis pelo razoável estoque do Banco quando o final do ano chega. "Mas em fevereiro precisaremos fazer uma campanha, caso contrário nós estaremos correndo o risco de ficar sem leite para fornecer a quem precisa. Se não houver uma recuperação do estoque que temos agora, não vamos agüentar até fevereiro", afirma Nereida. Por isso, a equipe do Banco de Leite está contando com a colaboração das mulheres que estão amamentando e que têm leite "excedente" para doar. No momento o Banco está com 28 doadoras, mas segundo Nereida, para que seja possível fazer o estoque é preciso ter uma média de 40 doadoras. "Nessa fase nós usamos o leite que está estocado e repomos a saída com as doações que vão chegando, por isso precisamos de muitas doações. A saída de leite está muito grande. Só o Hospital de Base tem pego mais de um litro por dia", diz Nereida. Segundo ela, o Banco de Leite atende uma média de 25 crianças que precisam de leite toda semana. Normalmente, para essas crianças o leite é fornecido duas vezes por semana. Já para as crianças que estão internadas em hospitais, a busca é diária. "No momento temos crianças internadas que estão precisando de leite todos os dias no Hospital de Base, na Maternidade Santa Izabel e na Unimed. Entre esses três hospitais, a saída de leite por dia tem sido de quatro litros. É uma grande demanda e quase não estamos recebendo doações para poder repor o estoque. Para as crianças cadastradas que precisam de leite duas vezes a cada semana, a média de saída tem sido de seis a sete litros por semana", observa a nutricionista do Banco de Leite.

O leite que é congelado e pasteurizado após a coleta tem duração de seis meses. Se o leite for somente congelado, pode ser utilizado em até quinze dias, e se ficar somente sob refrigeração, deve ser consumido em 24 horas. Segundo Nereida, as próprias doadoras fazem a coleta do leite, mediante prévia orientação, e a equipe do Banco de Leite vai até a casa dessas pessoas para receber a doação. "Quando a mulher vai fazer a doação pela primeira vez, nós orientamos corretamente como deve ser feita a coleta do leite, como guardar, explicamos sobre a higiene que se deve ter e sobre os exames que serão necessários. Depois disso, ela é encaixada na coleta, e passa a fazer isso sozinha. Para doar, o leite tem que ser mantido congelado, para depois passar pelo processo de pasteurização", explica Nereida.

Para quem tem interesse em começar a doar, a nutricionista do Banco de Leite faz uma ressalva. "Deve ser doadora aquela mulher que tem leite para amamentar seu filho e que ainda fica com sobra, que é o que nós chamamos de excedente. Quem não tem excedente não deve doar", orienta Maria Nereida Panichi.

Serviço: Quem quiser colaborar com o Banco de Leite pode entrar em contato pelo telefone 235-1368, ou dirigir-se até a rua Saint Martin, 26-9 (próximo à Maternidade Santa Izabel).

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