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Luciano Augusto
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Pedidos de falência caem, mas período ainda é de incertezas

Texto: Luciano Augusto

Em relação à novembro de 98, o número de pedidos de falência diminuiu 30% em novembro deste ano, caindo de 18 (em 98) para 10 (neste ano). Em 99, foram registrados sete pedidos em novembro contra 10 no mesmo período do ano passado. Os números foram disponibilizados pelo escrivão-diretor do Ofício de Distribuição Judicial, Claudemir Jair da Silva.

Na comparação entre os meses de outubro (4 pedidos) e novembro (7 pedidos), houve um aumento de 75%, segundo os números da distribuição judicial.

O economista e professor Wagner Aparecido Ismanhoto comenta porém que a queda no número de pedidos de falência não deve ser comemorada antecipadamente. A queda pode, por exemplo, segundo o economista, significar que o País vive um processo de limpeza do mercado, "onde sobram os que tem mais condições e mais eficientes".

Os menos "adaptados" já quebraram no início da crise, fato confirmado nos meses de março, abril, maio e junho deste ano, quando o número de pedidos de falência aumentou consideravelmente. Em maio, os pedidos atingiram o pico de 25.

O maior movimento de compra e venda do final do ano (principalmente os meses de novembro e dezembro) influenciou na queda dos números de pedidos de falência. Esta é a melhor época do ano e como aponta Ismanhoto, "sempre cria um fôlego extra para as empresas".

Em contrapartida, os meses que estão por vir, particularmente janeiro, fevereiro e março, "são meses difíceis". Mesmo com a previsão otimista para 2000, as empresas ainda devem se ressentir de bons negócios.

"A gente sempre acredita que o ano que vem vai ser melhor do que o ano que passou", ressalta o economista. Ismanhoto lembra que se for considerado que o crescimento em 99 não existiu, "qualquer coisa que o País crescer em 2000 vai ser melhor".

Tanto os estudiosos e empresários internos quanto o mercado internacional dão sinais de que o Brasil tem condições de recuperar o seu crescimento no ano que vem. "É uma unanimidade", afirma Ismanhoto.

Neste ponto, o discurso cai novamente na questão das reformas.

"Uma reforma administrativa e fiscal, é claro que favorece a economia. Muitas empresas estão sucumbindo porque o maior sócio delas é o próprio Governo", que fica com cerca de 46% de tudo que elas arrecadam.

De acordo com o economista, se houver as reformas que não foram feitas em 99, o País tem todas as condições para, em 2000, retomar o crescimento que não houve neste ano.

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