Vigilância Sanitária interdita medicamentos
Texto: Adriana Rota
A Vigilância Sanitária do município, obedecendo a uma determinação do mesmo órgão em âmbito estadual, determinou na última quinta-feira a interdição de alguns medicamentos para verificação de supostas irregularidades. As drogarias foram intimadas a retirá-los das prateleiras e comunicar imediatamente o Departamento de Saúde Coletiva (DSC).
No documento de interdição, publicado pelo Diário Oficial do Estado, não há especificação exata do item a ser investigado em cada um dos medicamentos. Consta apenas que apresentam problemas de rotulagem, geralmente por falta de ítens indispensáveis, como data de validade e princípios ativos do produto; esterilização insuficiente; alteração na coloração; análises insatisfatórias, quanto à composição química ou contaminações, por exemplo.
De acordo com a diretora do DSC, Maria Helena Abreu, como o número de drogarias sob responsabilidade da Vigilância Sanitária
é grande (60), o órgão solicitou via comunicado oficial que cada uma delas retirassem os medicamentos interditados das prateleiras e os guardassem. Dependendo dos resultados dos testes efetuados pela Vigilância Estadual, os produtos poderão ser incinerados ou liberados.
As empresas, que têm direito a recurso, sofrerão punições que variam de advertência a paralisação das atividades. No entanto, segundo a diretora substituta do DSC, Heloisa Ferrari Lombardi, essa atitude extrema só é tomada quando existem problemas em diversos medicamentos de uma mesma empresa. "Um produto dificilmente vai fechar as portas de uma indústria", explicou.
O estabelecimento comercial deve negociar diretamente com a fábrica o reembolso do valor pago pelos medicamentos ou outro tipo de acordo. Quanto aos consumidores que os tenham adquirido, a orientação
é para que sejam inutilizados e o fabricante e a Vigilância Sanitária contatados. Suspeitas de irregularidades também devem ser comunicadas, pelos telefones 235-1458 e 235-1448.