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Extravio de conta

Márcia Buzalaf
| Tempo de leitura: 4 min

Telesp Celular vai restabelecer funcionamento dos aparelhos

Texto: Márcia Buzalaf

A Telesp Celular anunciou no começo da noite de ontem que vai restabelecer o funcionamento total dos aparelhos celulares de Bauru e região a partir de hoje. A partir daí, a empresa vai entrar em contato diretamente com os clientes, para estabelecer os termos do pagamento da conta.

A assessoria de imprensa da Telesp Celular afirma que de 20 a 30 pessoas compareceram à loja ontem para pedir a segunda via da conta. Mesmo assim, várias pessoas ligaram no Jornal da Cidade para afirmar que a fila na empresa era grande. No final da tarde, a informação que chegou até a redação era que várias pessoas da região estariam sem o celular porque precisariam se deslocar até Bauru para pedir a segunda via.

A loja de Bauru da Telesp Celular abrange todas as cidades da região que têm o código telefônico 14, em um raio que chega a Ourinhos, Marília, Botucatu, Jaú, Lins entre outros.

Dentre as reclamações de pessoas da região está a do engenheiro eletricista de Lençóis Paulista, Edimar de Souza Júnior. O cliente ligou um dia antes do vencimento da conta para a empresa, que garantiu que enviaria a segunda via em sete dias, sem multa ou cortes no celular. O mesmo procedimento foi tomado para a segunda e terceira vias da tal conta.

Outro consumidor que procurou a reportagem para reclamar da Telesp Celular foi o corretor de imóveis Aldo Wellichan, 48 anos. Depois de ter passado a tarde toda na loja para tirar a segunda via, das 14 às 17 horas, o cliente decidiu que vai encerrar o contrato com a empresa e devolver o telefone. "Vou pegar um de cartão, e da outra empresa", afirma.

A assessoria de imprensa da Telesp Celular diz que todos os aparelhos que tiveram as contas pagas já foram religados. A empresa também enfatiza que o problema foi localizado, já que dos 30 mil assinantes, 400 apresentaram problemas.

O contrato da Telesp Celular determina o prazo de corte total por falta de pagamento de cinco dias para os aparelhos mais recentes e de 15 dias para os mais antigos. A assessoria de imprensa afirma que a empresa não só deu um prazo bem mais estendido, de 20 dias, como também bloqueou parcialmente os aparelhos, que continuam recebendo chamadas.

Cliente paga conta extraviada, mas celular é cortado

A funcionária pública estadual, Vanuza Facchim, 27 anos, pagou a conta extraviada da Telesp Celular com antecedência, mas teve seu aparelho interceptado. Atualmente, o celular da jovem está com o namorado em viagem, sem conseguir fazer ligações.

Vanuza conta que procurou a Telesp Celular no dia 30 de dezembro, já que não havia recebido a conta que teria vencimento no dia 14. Lá, foi informada que teria que tirar uma segunda via, o que foi feito e pago no mesmo local, para não cortar sua linha.

O surpreendente é que, na segunda-feira, Vanuza foi avisada pelo seu namorado que o telefone celular estava bloqueado para fazer ligações. Quando ligou na empresa, soube que constava um débito na sua conta, ou seja, que a conta não havia sido paga. A atendente pediu para que a consumidora levasse a conta na loja da empresa.

Indignada, Vanuza compareceu à Telesp Celular, quando foi informada que seu telefone só deve voltar a funcionar integralmente dentro de dois dias. Para a cliente, a empresa deveria no mínimo debitar os dias em que ela ficou sem o aparelho funcionando da assinatura mensal que é paga.

O advogado titular do Procon, órgão de defesa do consumidor, ligado à Secretaria Municipal do Bem Estar Social (Sebes) de Bauru, Édison Gasparini Júnior, afirma que recebeu 20 reclamações formais, sendo várias outras por telefone. Em contato com a empresa, o advogado acertou que não seria pago nem taxa de segunda via nem de juros pelos atrasos nas contas.

Na opinião do advogado, a empresa poderia pelo menos ter dado um aviso geral aos clientes, já que o problema não foi localizado, mas sim geral na cidade e na região. Para Gasparini Júnior, a questão é complexa porque a falta de pagamento dá direito à empresa de fazer o corte, mas neste caso o não-pagamento não foi ocasionado pelo cliente. "Por isso que eu digo, faltou um alerta geral para os clientes", explica.

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