Geral

CPFL

Luciano Augusto
| Tempo de leitura: 3 min

MT embarga serviço da CPFL

Texto: Luciano Augusto

A fiscalização da Subdelegacia do Ministério do Trabalho em Bauru embargou, ontem, os serviços de corte e religação de energia elétrica, quando feitos individualmente pelos empregados da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL). A medida visa garantir a segurança dos funcionários da empresa e também vem de encontro à legislação sobre a prevenção de acidentes no trabalho.

De acordo com o auditor fiscal do MT, José Antonio Arcoverde Cavalcanti, que esteve na CPFL acompanhado do colega José Eduardo Rubo, o embargo é uma medida preventiva e os próprios empregados é que estarão encarregados de denunciar equipes com apenas um eletricista para realizar serviços de corte e religação do fornecimento de energia elétrica em Bauru.

A medida foi tomada depois que o Sindicato Estadual dos Energéticos

(Sinergia-CUT) denunciou a prática ao MT. Uma outra liminar do Tribunal Regional do Trabalho, da 15.ª região em Campinas, também já prevê que as equipes que realizam os serviços de corte e religação têm que ser formadas por pelo menos, dois eletricistas capacitados para a função. Os eletricistas passam por cursos para atendimento emergencial em caso de acidentes e podem ajudar o colega que se acidentar.

Arcoverde disse ainda que caso haja desobediência por parte da empresa concessionária no fornecimento de energia, ela estará sujeita a multa diária. O encarregado que ordernar a saída de equipes com apenas um eletricista também responderá pelo ato. Além disso, a infração

"será comunicada à polícia e ao Ministério Público do Trabalho", em Campinas.

"Consideramos que o serviço que eles (eletricistas) estão prestando é de alto risco e, por isso, o embargo serve como uma medida de prevenção", complementou Arcoverde. Ao contrário da última sexta-feira, quando a empresa retardou a entrada da fiscalização, ontem os fiscais foram prontamente atendidos.

Jesus Francisco Garcia, diretor regional dos Energéticos em Bauru, considerou "um avanço, porque a empresa assumiu que vai cumprir a legislação". Segundo Garcia, "se algum trabalhador reclamar (da prática ao sindicato ou a Ministério do Trabalho) a questão vira caso de polícia".

CPFL

Para a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) o embargo não muda a situação, uma vez que os funcionários que realizam os serviços de corte e religação do fornecimento trabalham em dupla em Bauru.

De acordo com a assessoria de imprensa da empresa, somente os funcionários encarregados dos serviços de inspeção e de novas instalações trabalham individualmente. Os demais só saem da empresa com dois eletricistas.

Sobre a liminar do TRT de Campinas, que estabelece a necessidade de dois eletricistas em cada equipe, a assessoria continua informando que a empresa a cumpre em Campinas. Bauru teria "uma jurisdição outra".

Plano da CPFL quer reduzir problemas provocados por chuvas

A Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) iniciou em novembro do ano passado, o "Plano Verão 2000", que visa preparar a malha elétrica para suportar os efeitos das chuvas e ventanias, típicas desta época do ano. O plano envolve 234 cidades onde a CPFL distribui energia.

Para executar as obras e serviços de manutenção preventiva serão consumidos, segundo a empresa, R$ 15 milhões em toda a sua área de concessão. O plano, que fica em vigência até março, prevê a substituição de pára-raios, cruzetas, aprumo de postes, instalação e substituição de seccionadores e reguladores de tensão, substituição de 50 e 100 amperes e instalação de espaçadores.

Os principais alimentadores da rede de distribuição serão inspecionados e árvores que estiverem em contato com a rede entrarão no programa de poda preventiva.

De abril a setembro do ano passado, a empresa já realizou ações preventivas em suas subestações, redes de distribuição e linhas de transmissão de toda a área de concessão. Em outubro, a empresa alcançou o melhor índice de duração equivalente de interrupção por consumidor (DEC), dos últimos 12 anos. O DEC, que mede o tempo em que o consumidor fica sem energia, foi de 7,75 horas/consumidor/ano, considerando período de novembro de 98 a outubro de 99.

Comentários

Comentários