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Redação
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Greve na Sabesp é parcial na região

A greve de funcionários da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) não chegou a ter a adesão em todos os municípios da região durante o dia de ontem. Apenas Botucatu e Pederneiras tiveram paralisação parcial. Em Agudos, a diretoria da empresa afirmou que não houve nenhuma adesão. "Temos muito serviço e não podemos parar. Além do que a forte chuva de hoje à tarde (ontem) está exigindo o empenho de todos os funcionários", disse um dos responsáveis pela empresa que preferiu não se identificar.

Em Botucatu e Pederneiras a adesão foi pequena e a continuidade ou não da greve depende dos rumos que o movimento tomar em São Paulo, onde a adesão foi bem maior. Tanto em Pederneiras quanto em Botucatu, funcionários afirmaram que mesmo que a greve continue, os serviços essenciais estarão garantidos.

Os funcionários entraram em greve à zero hora de ontem. Ontem à tarde, discutiriam, em reunião na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente de São Paulo (Sintaema), qual estratégia será adotada nos próximos dias. Na Capital, a categoria decidiu, em assembléia realizada ontem na Praça da República, não suspender a greve pelo menos até hoje.

Segundo a assessoria do sindicato, a direção da empresa não cumpriu o que foi determinado nas últimas negociações, realizadas em dezembro, quando a companhia se comprometeu a não recorrer ao Tribunal Superior do Trabalho

(TST) para julgar a abusividade da primeira paralisação, no último dia 21. A Sabesp também teria garantido que não cortaria os benefícios da categoria, suspensos pelo TST no ano passado.

O sindicato afirma que a empresa já havia recorrido ao TST pedindo a abusividade da greve quando negociou com os funcionários e também manteve a redução dos benefícios imposta pelo Tribunal, provocando um impacto negativo de até 40% nos salários dos trabalhadores.

Em dezembro, o sindicato decidiu suspender a greve temporariamente até janeiro deste ano, quando seriam retomadas as negociações com a direção da Sabesp. No entanto, a categoria não aceitou a proposta feita pela empresa na tarde de ontem, segundo a qual os funcionários terão reajuste zero e o fim dos benefícios estabelecidos no acordo coletivo. Por esse motivo, a paralisação foi retomada ontem.

A assessoria de imprensa da Sabesp afirmou que recorrerá ao TST para pedir a abusividade do movimento, mas garantiu que isso ainda não havia sido feito, como afirma o sindicato. O Sintaema estima em 90% a adesão a greve em todo o Estado.

Funcionário morre soterrado em Avaré

O funcionário da Sabesp Sílvio Pepe Filho, 38 anos, morador de Avaré, morreu soterrado ontem à tarde quando trabalhava na abertura de uma vala para a realizacão de resparos de encanamento. Ministério do Trabalho e Polícia Civil trabalham na apuração das reais circunstâncias em que o acidente aconteceu para, se necessário, responsabilizar responsáveis.

O desmoronamento de terra que acabou matando Pepe aconteceu por volta das 13h40 de ontem. A vala tinha aproximadamente 2,5 metros de profundidade.

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