Dois mil preservativos femininos serão distribuídos em Bauru
Núcleos de saúde estarão participando do projeto de experiência para verificar a aceitação do preservativo feminino
Os núcleos de saúde do Parque Vista Alegre e do Parque Jaraguá vão encabeçar a realização de um projeto piloto, elaborado no ano passado pela Secretaria Municipal de Saúde, para verificar a aceitação de mulheres e seus parceiros pelo preservativo feminino. O Ministério da Saúde enviará duas mil unidades do preservativo para serem distribuídas gratuitamente na cidade.
Em cada um dos núcleos serão selecionadas cinco mulheres para participarem do projeto. Elas receberão instruções de como usar o preservativo e várias unidades para que testem com seus parceiros, sempre com o acompanhamento de uma equipe de profissionais da saúde.
O objetivo do projeto, segundo a enfermeira coordenadora do Programa Saúde da Mulher da Secretaria de Saúde, Maria da Graça Ghiselli, é verificar a aceitação do preservativo tanto pelas mulheres quanto pelos homens. O uso do preservativo é essencial para evitar doenças transmissíveis sexualmente, segundo ela.
Graça explicou que existem muitas vantagens no uso do preservativo feminino no lugar do masculino. O material utilizado na fabricação
é poliuretano, que é mais resistente que o látex, usado nos preservativos masculinos. A mulher adquire uma autonomia própria e não depende da vontade do homem para usar o preservativo. Uma outra vantagem é em relação
à colocação do preservativo, que pode ser feita até oito horas antes da relação.
O preservativo feminino já existe desde 1920, na Inglaterra e chegou ao Brasil em 1998 com nova forma. Nas farmácias, a caixa com dois preservativos é vendida a R$ 6,75.
Ele é fabricado de poliuretano, mede 16 centímetros de comprimento e oito centímetros de largura. O preservativo
é composto por dois anéis: um que é introduzido na vagina e um outro que fica do lado externo, onde será introduzido o pênis. Apesar do preservativo ser lubrificado, segundo Graça, o lubrificante deve ser usado também no pênis para facilitar a penetração.
Graça disse que, em breve, as mulheres poderão adquirir informações sobre o preservativo feminino nos postos de saúde de Bauru. "Vamos aguardar até que cheguem os preservativos e depois iniciaremos o trabalho de conscientização", explicou.
Aceito por homossexuais
O programa para promover a adoção do uso do preservativo feminino como prevenção foi adotado em algumas cidades do Estado de São Paulo. Em Ribeirão Preto foram realizadas algumas experiências com diferentes grupos de usuários. Os homossexuais participaram dos testes e aprovaram o uso do preservativo, segundo a enfermeira Maria da Graça Ghiselli.
O preservativo feminino foi bem aceito pelos homossexuais, que receberam orientação da Secretaria de Saúde de Ribeirão Preto para o uso correto. Eles introduzem o anel interno do preservativo no ânus. Eles afirmaram que preferem o preservativo feminino pela comodidade e por se sentirem mais seguros.