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Estupro

Redação
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Pai é acusado de estupro contra filha

O crime estaria ocorrendo há três anos e só veio à tona porque uma outra filha fugiu quando poderia ser a próxima vítima

Está preso temporariamente na Cadeia Pública de Lençóis Paulista o operador de máquinas V.V., 38 anos, atualmente desempregado, que é acusado de estuprar durante três anos, a própria filha, C.V. que hoje tem 14 anos de idade. O crime só veio à tona porque, anteontem, o pai teria investido contra uma outra filha, T.R.V., 12 anos, que, desesperada fugiu para a casa de uma tia, L.M.V., 16 anos que é irmã do acusado.

Se por uma lado a fuga para a casa da tia, salvou a menina da violência do pai, também contribuiu para que mais um crime fosse revelado. Desta vez contra a própria irmã, L.M.V. que já teria sido vítima de tentativa de abuso sexual quando era mais nova.

A partir do momento em que essas informações chegaram ao Conselho Tutelar e conseqüentemente à Delegacia de Polícia, as investigações tiveram início e outro crime veio à tona: o de abandono intelectual, já que as duas filhas do acusado nunca teriam freqüentado uma escola, sendo ambas analfabetas. Se ficar comprovado que o pai tinha condições de mandar as filhas para a escola e não o fez, ele deve responder também por este crime que está previsto no Código Penal. As suspeitas, segundo o delegado Luís Cláudio Massa, são de que o pai não mandou as filhas à escola porque teria receio de que o assunto se tornasse público.

Depois de preso, o acusado, segundo o delegado, acabou confessando o estupro contra a filha C.V. Teria dito que, diferente do que relatara a filha, o estupro "só ocorreu duas vezes e mesmo assim porque ela teria se insinuado para ele".

As vítimas, segundo o delegado, estão numa situação delicada. A mãe das meninas morreu há cerca de três anos e agora elas já estariam sendo induzidas por parentes, a retirar a queixa. O próprio acusado já teria tentado demover a filha da idéia de confirmar qualquer agressão. O delegado disse que ontem apareceram parentes do acusado na Delegacia, proclamando o bom caráter do pai das meninas, ressaltando seu bom comportamento como chefe de família.

A decisão de procurar a polícia partiu da tia das meninas que também já teria sido vítima e teria ficado revoltada quando a sobrinha lhe procurou contando o que se passava. As vítimas devem passar agora por exames médicos que podem confirmar ou não as acusações.

O delegado Luís Cláudio Massa disse que por enquanto, e muito provavelmente até a conclusão do inquérito policial, cerca de um mês, o acusado permanece preso em cela separada dos demais presos da cadeia, já que a acusação de estupro sempre causa revolta entre os presos por outros crimes. Nesse caso, então, é preciso oferecer segurança ao acusado.

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