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Caça-níqueis

Redação
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Caça-níqueis podem estar migrando

Objetivo seria fugir das intensas fiscalizações policiais em cidades maiores. Ontem, duas máquinas foram preendida em Domélia

Duas máquinas tipo caça níquel, cuja exploração comercial é proibida por lei foram apreendidas ontem de manhã no distrito de Domélia, no município de Agudos. As suspeitas da polícia são de que com as constantes fiscalizações em cidades maiores, esteja ocorrendo uma 'migração' de máquinas para cidades pequenas. Seria uma forma, equivocada de seus proprietários, segundo a própria polícia, de pensar que assim possam estar agindo impunemente.

A Polícia Civil de Agudos recolheu as máquinas ontem após receber denúncia de populares. Elas estavam no bar São Benedito, localizado na rua Marechal Deodoro e seu proprietário, Benedito Nicolau, alegou desconhecer a proibição e ainda disse à polícia que as máquinas foram deixadas lá por uma pessoa de Bauru, sobre quem ele não sabia quase nada.

As máquinas, segundo o dono do bar teriam sido deixadas lá há cerca de 20 dias para o estabelecimento fazer sua exploração comercial mediante uma comissão. A exploração desse tipo de jogo é uma violação ao artigo 50 da Lei de Contravenções Penais que trata sobre jogos de azar. Por isso o proprietário do bar onde os equipamentos estavam instalados deve responder pela contravenção.

A providência agora, segundo o delegado Eron Veríssimo Gimenes, é encaminhar as máquinas para exame pericial no Instituto de Criminalística para se comprovar ou não o grau de possibilidades de perdas e ganho. Segundo Gimenes, as máquinas funcionam desde que o jogador introduza nelas, moedas de R$ 0,25. "O máximo que alguém pode lucrar com uma única jogada é de R$ 25,00, mas pode também não ganhar nada".

Outra providência da polícia é continuar as investigações para tentar chegar ao verdadeiro dono das máquinas que, segundo suspeitas da polícia,

"pode ter deixado máquinas também em outros estabelecimentos". Mas as investigações nessa

área, segundo o delegado devem se intensificar ainda mais.

No ano passado, as polícias de Jaú e Bauru fizeram várias apreensões de máquinas caça-níqueis em estabelecimentos comerciais. O delegado Gimenes diz que isso pode estar motivando os proprietários a levar seus caça-níqueis para cidades menores.

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