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Epidemias

Erika de Lima
| Tempo de leitura: 2 min

Infestação de vírus se dá por outras formas

As águas das chuvas indiretamente também contribuem para o aparecimento de outras formas de vírus. Ambientes fechados e materiais cortantes podem causar doenças e ferimentos. Sarampo, difteria, coqueluche e rubéola podem ser transmitidas em locais fechados onde há aglomeração de pessoas. Outra doença

é o tétano, causada através de ferimentos. Essa bactéria pode estar presente na natureza, solo, poeira e fezes de animais, segundo a Fundação Nacional de Saúde (FNS).

Mas como se "pega" essas doenças? A fundação resume que essas doenças são transmitidas por via respiratória ou por outros meios do próprio ambiente como na terra, em ferro. Devido às enchentes, muitas famílias acabam indo para alojamentos ou abrigos, porque suas residências foram invadidas pelas

águas das chuvas. Essa estada temporária pode favorecer a disseminação de vírus. Conforme a FNS, isso ocorre porque há muitas pessoas num mesmo espaço, respirando o mesmo ar, o que possibilita maiores riscos de se contrair doenças. Mesmo assim, não há ocorrência de surtos nesses casos, principalmente porque existem algumas doenças que são preveníveis (por vacina).

Além do que, nas regiões que são atingidas pelas chuvas existem cobertura de vacinas contra sarampo, rubéola, difteria e coqueluche.

A fundação alerta aos responsáveis pelos abrigos, para manterem-se atenciosos aos casos que surgirem com síndromes febris. É necessário encaminhá-los a uma assistência médica tão logo os sintomas

(em massa) sejam percebidos, informa a FNS.

Tétano

As inundações podem propiciar acidentes, o que levam a maior probabilidade de contaminação pelo bacilo do tétano. A transmissão dessa doença

é feita através de ferimentos, mas pode ser prevenida com vacinação. Para a pessoa ter imunidade contra o tétano, ela deve receber, no mínimo, duas doses de vacina antitetânica. Qualquer ferimento que tenha contato com as enxurradas ou materiais cortantes, deve receber cuidados de limpeza e antissepsia, assim como a primeira dose da vacina.

Mesmo após as chuvas a preocupação dos departamentos de Saúde continua. Muitas vezes, acabam-se as enxurradas, mas formam-se poças d'águas. Água limpa em vasos, garrafas, pneus velhos, caixas d'água e xaxins. Isso permite a proliferação do mosquito Aedes aegypti, da dengue. Portanto, é importante eliminar todo tipo de depósito que possa acumular água que não for utilizada. "Vasos de cemitério também predispõem ao aumento do mosquito e é uma preocupação nessa época de chuvas", afirma a infectologista Denise Arakaki.

Contudo, a educação sobre a saúde é muito importante para que se previna ao invés de ter que remediar os problemas.(EL)

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