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Telefonia

Luciano Augusto
| Tempo de leitura: 7 min

Telefones: diversas opções no mercado

Texto: Luciano Augusto

Quando Grahan Bell inventou o telefone, talvez ele já vislumbrasse a sua enorme potencialidade mas, com certeza, não imaginava até onde chegaria aquela máquina. No Brasil, o maior impulso das telecomunicações se deu após a privatização do setor, com a entrada de novas empresas e a concorrência fez baixar os preços e aumentar a oferta e variedade do produto no mercado.

O mercado de telecomunicações está em ebulição, com as empresas buscando novas estratégias de atuação. A Telefonica, por exemplo, anunciou esta semana a intenção de trocar as ações da Telesp por papéis da multinacional espanhola, negócio visto com bons olhos pelo Governo Federal. As chamadas empresas espelhos começaram a operar hoje, como é o caso da Intelig (espelho da Embratel) e a Vésper (espelho da Telemar)... Tudo isso mexe com um mercado e causa embaraço no consumidor, que estava acostumado com o ritmo lento de quando o setor era estatal.

No ano de 99, segundo números da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) foram vendidos perto de 7 milhões de aparelhos celulares. O potencial deste mercado, segundo a mesma fonte, é de alcançar os 14 milhões de aparelhos, com crescimento mais lento durante os próximos anos.

Até o momento, entretanto, o consumidor tem à sua disposição os "produtos" abaixo listados. Resta analisar o que melhor se adapta ao seu bolso e à sua necessidade específica para adquirir um produto mais adequado.

Tess

O gerente de loja da empresa de telefonia móvel Tess (que explora a chamada Banda B, digital), Luiz Raimundo Luzia, 44 anos, comemora o crescimento do setor. Com pouco mais de um ano em Bauru, a empresa já captou cerca de oito mil clientes. Em todo o País, a Tess possui 350 mil clientes. Para 2000, as metas da empresa são ambiciosas mas, segundo o gerente, devem ser atingidas. A empresa espera alcançar, pelo menos, mais 300 mil clientes, tendo em vista um potencial de consumo para o setor.

A empresa trabalha com duas modalidades de telefones móveis: o pré-pago (à cartão) e o pós-pago

(com conta telefônica).

O pré-pago é o chamado Tess Express, que custa R$ 199,00 (parcelado em até 10 vezes iguais) e vem com um bônus de R$ 50,00 em ligações, que podem ser usadas num prazo de 90 dias. Se neste período, o total de crédito não for usado pelo cliente, ele perde o número do telefone e precisa retornar à loja para pedir um novo, gratuitamente. O Tess Express pode ser encontrado também nas grandes redes de lojas de departamento ou em lojas especializadas.

Como explica Luzia, o cliente compra o cartão, com R$ 15,00, R$ 25,00 ou R$ 50,00, liga para uma central de atendimento e informa o número deste cartão. A central então libera o total de crédito correspondente ao cartão. Mas atenção, cada cartão tem um prazo máximo em que ele poderá ser utilizado: o de R$ 15,00 tem validade para 60 dias e os de R$ 25,00 e R$ 50,00 têm um período de carência de 120 dias.

O usuário do Tess Express poderá fazer e receber ligações para todas as localidades atendidas pela Tess, mais de 60 cidades dentro do Estado. Fora da área de registro da empresa, a tarifa de roaming é gratuita. Cada minuto das chamadas locais, entre áreas com o mesmo DDD, custa R$ 1,13. Para as chamadas entre DDDs diferentes, dentro do Estado, é cobrada uma tarifa de R$ 1,80 e as chamadas de longa distância, para outros Estados, é de R$ 2,04.

O Tess Express já vem habilitado, é 100% digital

(o que lhe confere mais qualidade na chamada) e pronto para fazer e receber ligações. Também a bateria de uma aparelho digital dura mais do que o dobro de uma bateria de um aparelho analógico.

O usuário do Tess Express não tem nenhum custo fixo mensal, recebe gratuitamente as ligações e só paga as ligações que fizer do seu aparelho.

Já o aparelho com conta da Tess, pode ser adquirido na loja com preços que variam de R$ 199,00 à R$ 1.399,00. A Tess está com uma promoção de R$ 99,00 de entrada mais 10 vezes sem juros, cobrados na conta telefônica. A assinatura mensal custa R$ 37,65 e o preço mínimo da ligação (chamada local de um telefone fixo) custa R$ 0,41. A Tess não está cobrando a taxa de habilitação.

Telesp Celular

A outra empresa que explora o serviço de telefonia móvel no Estado, a Telesp Celular, também trabalha com as modalidades pré e pós-pago.

No segmento dos pré-pagos, a empresa oferece o Baby e o Peg & Fale. A diferença entre os dois é, basicamente, o parcelamento do pagamento. Numa promoção para esta quinzena, o Baby mais barato, o Motorola Multitack, está sendo vendido por R$ 349,00 e vem com um bônus de R$ 100,00 em créditos, que podem ser usados no período de 365 dias. Já o Baby Star, vem com bônus de R$ 200,00 e custa R$ 699,00 (à vista ou parcelado em três vezes no cartão de crédito, sem juros). O Qualcomm ou o LG custam R$ 399,00 e também vêm com um crédito de R$ 100,00.

O recarregamento do aparelho pode ser feito nas "Baby Machines" espalhadas pelo comércio, bancos, supermercados ou na própria loja da Telesp Celular. O recarregamento pode ser de R$ 50,00, válido para 90 dias, e de R$ 100,00 ou R$ 200,00, válidos para 365 dias. Não é exigida qualquer documentação no momento da compra.

O minuto no Baby custa R$ 1,40, tanto para chamadas locais quanto para ligações interurbanas. De acordo com a gerente da loja da empresa em Bauru, Cláudia Regina da Costa Moraes, 35 anos, o aparelho funciona em toda a área de cobertura da Telesp, num total de 450 cidades, sendo que 150 já são digitalizadas.

Em relação ao Peg & Fale, há duas formas de pagamento. No Peg & Fale de Verão, o interessado paga R$ 99,00 (com R$ 20,00 em bônus de conversação) mais 12 vezes de R$ 25,00, descontados no recarregamento. O outro Peg & Fale, que na realidade é a mesma coisa, "só que o cliente não paga o aparelho à vista". O comprador paga R$ 199,00 à vista mais seis vezes de R$ 25,00, com R$ 50,oo em bônus de conversação. Depois de liquidada a dívida, a Telesp Celular retorna ao cliente R$ 150,00 em crédito de conversação.

Com relação ao pós pago, o plano básico

é de R$ 42,30 de assinatura, sem taxa de habilitação. Costa Moraes frisa que é exigido o RG, o CPF e um comprovante de residência e de domicílio bancário. O celular tem cobertura nacional e internacional.

De acordo com a gerente, os preços variam entre R$ 349,00

(LG e Multitack, já digitais) e R$ 899 (Samsung Voicer Vip). A chamada local custa R$ 0,42, fragmentada a cada seis segundos.

A Telesp Celular fechou o ano passado com uma carteira de clientes de 2,89 milhões. Só em dezembro, a empresa vendeu 330 mil aparelhos. A "excelente performance" foi uma conseqüência das vendas de celulares no Natal e representa um aumento de 60% em relação ao ano de 98. O segmento de celulares sem conta já representa 30% do total de clientes da empresa, com cerca de 860 mil aparelhos.

Telefônica

A Telefônica explora a telefonia fixa no Estado, oferecendo as linhas fixas convencionais, a um preço de R$ 76,62 em tarifa de habilitação. Em assinatura, o cliente residencial precisa pagar R$ 16,49 e o não residencial R$ 24,73. Assinaturas de linhas tronco, custam R$ 32,99. O valor do pulso é de R$ 0,08571.

Com a linha fixa, é possível fazer e receber chamadas para todo o território nacional e internacional. Com a queda no valor da habilitação, a rede de telefonia fixa se ampliou bastante.

Compra da linha

Afora tudo isso, existe uma outra possibilidade que é a compra da linha telefônica. Pela linha, o interessado paga entre R$ 400,00 e R$ 500,00 para ser o proprietário da linha. A principal vantagem, segundo a gerente da Baurutel, Vera Lúcia de Lima, é a rapidez na disponibilização da linha para o cliente e o fato de a linha poder ser negociada pelo usuário-proprietário.

Os documentos exigidos são o CIC, RG e comprovante de endereço. No mercado, existem as velhas linhas analógicas e as digitais, mais modernas e ideais para transmissão de dados e para centrais.

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