Segurança é condenado a 18 anos de prisão por abuso sexual
Texto: Ieda Rodrigues
O segurança Edson José Ribeiro, 37 anos, preso em maio do ano passado em sua casa, na Vila Garcia, com dezenas de fotos de crianças e adolescentes nus e mantendo relações sexuais, foi condenado a 18 anos e quatro meses de prisão. Ele foi condenado por quatro dos cinco crimes dos quais estava sendo acusado. Ainda cabe recurso tanto para a Promotoria quanto para a defesa.
Ribeiro foi condenado pelo artigo 214 (praticar e permitir atos libidinosos) combinado aos artigos 224, letra "a", (presunção de violência com vítima menor de 14 anos), 226 (aumento de pena) e 71 (crime continuado); pelo artigo 227, parágrafo 1.º, (mediação para servir a lascívia de outrem) combinado com o artigo 224, letra "a", (não maior de 14 anos) e com artigo 71 (crime continuado); artigo 229
(manter lugar destinado a encontros libidinosos) combinado com o artigo 71 (crime continuado) e artigo 241 da Lei 8.069/90 (fotografar cena de sexo explícito).
O segurança foi absolvido de uma das acusações, a do artigo 218 (corrupção de menores). O promotor José Roberto Martins Segalla, no entanto, já protocolou pedido de recurso. O Ministério Público está pleiteando que Ribeiro também seja condenado por este artigo.
Ribeiro foi condenado pelo juiz Arthur de Paula Gonçalves, no último dia 7. A pena total é de 18 anos e quatro meses de prisão, mais dez dias de multa. Na época que o segurança foi preso, o caso teve grande repercussão. Os policiais chegaram até ele após meses de investigações realizadas a partir de denúncias anônimas.
Na casa do segurança a Polícia Militar encontrou dezenas de fotografias de meninos e meninas entre 8 e 15 anos sem roupas. Em várias fotos, o segurança aparecia mantendo relações sexuais anal e oral com menores. A polícia descobriu que Ribeiro atraía as crianças para sua casa afirmando que iria mostrar-lhes desenho animado.
A outras crianças o segurança teria dito que fazia simpatias para que elas ficassem fortes e com pênis grandes. Para as meninas, o segurança teria dito que iria montar um álbum de fotografia e enviá-lo a São Paulo. No dia da prisão de Ribeiro foi encontrada uma agenda, em sua casa, onde estava anotado se as meninas eram ou não virgens. Também na casa, foram achadas dezenas de fitas de vídeo pornográficas.
Na ocasião, o segurança disse ao JC que não forçava as crianças e os adolescentes a tirar as fotos e a manter relações sexuais. Ele também afirmou que não convidava os menores para irem a sua casa, que eles iam por livre espontânea vontade. Pais, mães e familiares de crianças da Vila Garcia, ao ver as fotos das crianças nus encontradas na casa do segurança, se revoltaram.