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Meio ambiente

Redação
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Inquérito apura corte de 297 árvores

O desmatamento no sítio São Francisco, no município de Agudos foi decoberto há uma semana pela Polícia Florestal

A Polícia Civil de Agudos instaurou esta semana, inquérito para investigar o desmatamento de uma área no sítio São Francisco. As 297 árvores foram encontradas já cortadas, no último sábado pela Polícia Florestal de Bauru. O corte, em formato de clareiras na mata nativa atingiu espécies como candeia, amendoinzeiro e cinzeiro.

Segundo avaliação da Polícia Florestal, as

árvores estavam em estágio médio de desenvolvimento, o que significa dizer que tinham de 3 a 8 metros de altura. No dia em que esteviveram no local, dia 15 de janeiro, policiais florestais deduziram que o corte devia ter ocorrido há uma semana, tomando-se por base o estado de cristalização inicial da seiva das árvores.

De acordo com o delegado Eron Veríssimo Gimenes, o inquérito foi instaurado baseado no artigo 48 da Lei 9.605/98 que trata sobte crimes ambientais. "Solicitamos ao Instituto de Criminalística, exame pericial de local e também foi requisitado junto ao Departamento Estadual de Proteção de Recursos Naturais (DEPRN), o laudo de avaliação para se saber o grau da degradação ambiental". Esse laudo, segundo Eron, deve indicar o tipo de dano que sofreu o meio ambiente e quais as medidas a serem tomadas quanto à recuperação da área. "Também está sendo oficiado

à Polícia Florestal pedido de cópia do Auto de Infração Ambiental. Vamos começar a ouvir testemunhas", diz.

O município deAgudos é um dos maiores em extensão e só no ano passado a Polícia Civil de Agudos instaurou quase 20 inquéritos relacionados a infração

à Lei de Crimes Ambientais. As ocorrências mais comuns, segundo o delegado Eron, são sobre desvio de curso d'água e desmatamento. Muitas pessoas ainda desconhecem que antes de cortar qualquer árvore ou provocar alguma alteração no meio ambiente, deve-se entrar em contato com a Polícia Florestal ou Ibama. Só neste ano, em Agudos, a polícia já abriu três inquéritos para apurar as responsabilidades ao meio ambiente.

No caso do desmatamento do sítio São Francisco, o proprietário, que não teve o nome divulgado pela polícia, terá que arcar com as sansões legais. A primeira é administrativa, e consiste na elaboração de um auto de infração ambiental lavrado pela polícia Florestal. A segunda sansão é penal, por crime ambiental, previsto na Lei de Crimes Ambientais. A mesma lei prevê detenção de seis meses a um ano de detenção pelo corte ilegal das árvores, mais multa. A multa por cada árvore cortada é de R$ 35,19.

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