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Dengue

Redação
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Dengue hemorrágica preocupa

Neste início de ano, Bauru registrou apenas um caso de dengue, ainda assim importado. Apesar disso, a doença, causada pela picada do mosquito Aedes aegypti, preocupa a Vigilância Epidemiológica, já que Bauru vem registrando epidemias da doença desde o final de 1990, quando foram registrados os primeiros casos. Só no ano passado, foram 910 casos suspeitos de dengue e 283 casos autoctones confirmados.

Quem teve a dengue clássica pode contrair a dengue hemorrágica, um "estágio avançado" da doença que pode levar à morte. A pessoa contaminada uma primeira vez pelo vírus da dengue fica sensibilizada porque o organismo produz células de defesa, chamadas de anticorpos. Assim a resposta do sistema de defesa do corpo é maior em uma segunda contaminação e se a contaminação for pelo vírus mais agressivo, a doença vem com muito mais força.

Os dois tipos da doença apresentam, basicamente, os mesmos sintomas: febre alta, dores no corpo, dor de cabeça, desconforto digestivo e vemelhidão na pele. Na dengue hemorrágica a pessoa infectada não precisa, necessariamente, estar tendo sangramento, assim como, em alguns casos de dengue clássica, pode haver o sangramento.

A orientação é para que as pessoas, ao menor sintoma suspeito, procurem um médico ou o posto de saúde mais próximo. Com isso, além de um diagnóstico precoce, que é importante, a vigilância sanitária poderá detectar e mapear os bairros com maior incidência da doença.

Outro ponto importante destacado pela Vigilância Epidemiológica

é a eliminação dos criadouros do mosquito. Não deixar água acumulada em latas, garrafas, vasos de plantas, pneus. Fazer a limpeza da caixa d'água regularmente.

É importante também mobilizar vizinhos e conhecidos para que façam o mesmo.

Clássica x Hemorrágica

Dengue Clássica

*Transmissão: vírus transmitido pelo mosquito Aedes Aegypt;

*Sintomas: Febre, dor de cabeça, dores ósseas no corpo, desconforto digestivo, vermelhidão na pele. Em alguns casos pode ocorrer sangramento;

*Como agir: Procurar um médico ou posto de saúde mais próximo. Caso o médico ou enfermeira não meça a pressão arterial, peça. Uma das maneiras de diferenciar um caso do outro é justamente através da medição da pressão arterial, sentado e deitado. Nos casos de dengue clássica, não há diferença nas duas medições, com paciente deitado ou sentado;

*Tratamento: Para a dengue, não existe nenhum tipo de medicação. O paciente deve ficar em observação e sob cuidados médicos.

*Período de incubação: 5 dias.

Dengue Hemorrágica

*Transmissão: Vírus mais agressivo, tipo 2, transmitido pelo mosquito Aedes Aegypt. A pessoa precisa, necessariamente, já ter sido picada uma primeira vez pelo mosquito e ter desenvolvido a doença. Neste caso, seu sistema de defesa cria anticorpos. No segundo contato com a doença, a reação

é muito mais forte;

*Sintomas: Febre, dor de cabeça, dores ósseas pelo corpo, desconforto digestivo, vermelhidão no corpo.

É comum a ocorrência de sangramentos gengivais, nasais e oculares. Entretanto, há casos em que os sangramentos não chegam a ocorrer;

*Como agir: Procurar um médico ou posto de saúde mais próximo. Exigir que seja feito a medição da pressão arterial sentado e deitado. Se a pressão com o paciente deitado for maior do que com o paciente sentado,

é um indício de que a contaminação pode ser do tipo hemorrágica. Outro teste bastante fácil

é a prova do laço, onde o médico ou enfermeiro mede a pressão arterial e faz uma média. Esta média

é marcada no medidor, por cinco minutos. Delimita-se uma

área, entre o cotovelo e o punho, e é observado se aparecem manchas ou pontos vermelhos subcutâneos. Isso

é um sinal de que pode ter havido contaminação por dengue hemorrágica;

*Tratamento: Como já foi dito não existe medicação que combata o vírus da dengue. Nos casos de dengue hemorrágica, o infectado é internado e recebe o chamado "suporte de vida" que é a reposição de sangue e outros componentes vitais, até que o paciente se reestabeleça.

*Período de incubação: 5 dias

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