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Lixo reciclado

Redação
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Lixo de Agudos deve ir para aterro

A instalação de um aterro sanitário para durar pelo menos 20 anos, deve ter início em breve, segundo o prefeito Afonso Condi

Aliado ao programa 'Lixo que não é Lixo', deve começar a ser instalado nos próximos meses, o aterro sanitário de Agudos. Segundo o prefeito Afonso Condi (PSDB) o escritório regional da Caixa Econômica Federal (CEF) em Bauru já dispõe de verba no valor de R$ 200 mil destinada à construção da obra com contrapartida de R$ 80 mil do Município.

O futuro aterro será construído numa área de 50 mil metros quadrados em terreno adquirido da Usina Zillo Lorenzetti, próximo as instalações da fábrica da Brahma/Skol. Sua vida útil é de 20 anos, mas pode chegar a 30 com o apoio do programa Lixo que não é Lixo. "Além da questão ambiental, o programa também vai ajudar a prolongar a vida útil do aterro sanitário. É por isso que estamos ampliando o Lixo que não é Lixo", afirmou Condi.

Nas próximas semanas, a administração municipal, segundo Condi, estará de posse da escritura da área desapropriada e dará sequência ao processo de liberação da verba da CEF.

O Município também já está providenciando o pedido de licença de funcionamento do aterro junto à Companhia de Tecnologia Ambiental do Estado de São Paulo

(Cetesb) Cumprida essa etapa, a Caixa Econômica estará autorizada a liberar a primeira parcela da verba.

Reciclagem

Os números levantados pela Coordenadoria de Assistência Social de Agudos mostram que a população da cidade aderiu de vez ao programa Lixo que não é Lixo, implantado pela administração do prefeito Afonso Condi (PSDB) em março do ano passado. De março a dezembro de 99, foram recolhidos cerca de 120 toneladas de lixo reciclável das ruas dos Municípios, o que demonstra que a comunidade está colaborando com o programa. Além de separar o lixo inorgânico do orgânico, a coleta seletiva gera renda para oito famílias carentes, cuja subsistência depende diretamente do programa.

Segundo a coordenadora de Assistência Social do Município, Laura Fogolin, as famílias envolvidas no projeto já recebem uma média de dois salários mínimos por mês com as vendas do material recolhido das ruas. O grupo é formado por pessoas que estavam desempregadas e que encontravam dificuldades para se enquadrar no mercado de trabalho devido a falta de estudos. Na época da implantação, quatro famílias trabalhavam no programa, que atendia apenas uma parte da cidade.

Atualmente a coleta seletiva de lixo atende a toda cidade em dias alternados. Segundo o prefeito, até o meio do ano mais dois caminhões de lixo, adquiridos em convênio com o Governo do Estado, devem reforçar a frota e dinamizar ainda mais o serviço de coleta. Ele lembrou que o programa

é resultado de uma lei de sua autoria quando ainda ocupava uma cadeira na Câmara Municipal. O Lixo que não é Lixo chegou a ser implantado em administrações passadas, mas não teve continuidade.

Assim que assumiu a administração, em janeiro de 97, Condi determinou estudos para reiniciar o programa, que foi retomado em março do ano passado. Uma central seletiva foi construída pela Prefeitura na Vila Santa Angelina.

É lá que os caminhões descarregam o lixo reciclável. Na sequência, as famílias que participam do programa iniciam o processo de separação do material, que depois é prensado e comercializado com empresas da região.

A adesão da população provocou um aumento significativo na coleta seletiva de lixo. A Prefeitura já está estudando a ampliação da central seletiva para atender a demanda crescente da coleta. Condi destacou ainda que o programa ajudou a retirar as crianças que frequentavam o depósito de lixo da cidade. Hoje, as famílias dessas crianças recebem cesta básica e elas voltaram a estudar.

"O programa deu certo, tanto é que a população aderiu com entusiasmo. Acho que está havendo uma conscientização coletiva sobre a importância do Lixo que não é Lixo", avaliou Condi. O prefeito destacou a importância da colaboração dos comerciantes, categoria que também aderiu com entusiasmo ao programa. Ele explicou que os supermercados da cidade separam o lixo orgânico do inorgânico, dando um exemplo positivo à sociedade. "A maioria da população também já está separando o lixo reciclável antes da coleta".

Condi ressaltou ainda que a administração municipal também investe na conscientização das crianças através da divulgação do programa. Elas são orientadas sobre como proceder para separar o lixo orgânico do inorgânico. Em breve, as salas de aulas das unidades educacionais vão receber cestas para que os estudantes façam a separação do lixo reciclável.

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