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Nélson Gonçalves
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Mercadante pede demissão da Cohab

Texto: Nélson Gonçalves

A carta de demissão foi entregue ontem à tarde ao prefeito Nilson Costa. Situação ficou insustentável com a crise

O PPB não está mais à frente da Companhia de Habitação Popular de Bauru (Cohab). O presidente indicado pelo partido, Arialdo Mercadante, entregou, ontem, a carta de demissão ao prefeito Nilson Ferreira Costa (PPS), que deu ciência na correspondência. Em função da crise política com o PPB, não há nenhum motivo aparente para o prefeito postergar a mudança na Cohab-Bauru. Havia uma previsão inicial que Arialdo Mercadante permanecesse até o encaminhamento do projeto para a construção de casas populares nos Lotes Urbanizados. Entretanto, com as dimensões da crise, a situação política sobrepôs ao perfil técnico de Arialdo Mercadante.

Arialdo Mercadante permaneceu à frente do cargo por não mais que três meses. Assumiu a função colocando como divisor de águas sua função administrativa, separando a ação técnica da política. Sai pela amplitude de uma crise política. O ponto central foi a solicitação de cargos em relação

à Cohab-Bauru. O prefeito Nilson Costa saiu disparando que o PPB pediu 10 cargos de confiança. O PPB de Carlos Braga rebateu que o prefeito não concordou com o prosseguimento no enxugamento da Cohab, onde existe excesso de 24 cargos. Como comentou o próprio Nilson Costa, fica a palavra de um contra a do outro.

Arialdo Mercadante assumiu a Cohab-Bauru com a proposta de torná-la superavitária. No último semestre do ano passado, ele assumiu a empresa que apresentava déficit mensal de cerca de R$ 750 mil. Com a implantação do programa de terceirização da cobrança - planejada por Constante Mogioni -, Arialdo Mercadante apostou no plano de aumento da arrecadação. A estratégia apresentou resultado em dezembro passado. A Cohab passou a ter superávit mensal, ao invés do balanço negativo de R$ 750 mil.

O presidente da Cohab deveria permanecer no cargo, apesar da crise entre o PPB e o prefeito. A intenção era que Arialdo Mercadante desse prosseguimento no programa de construção de moradias nos Lotes Urbanizados. O Executivo tem intenção de implementar o programa ainda neste trimestre.

O objetivo é construir casas populares para os servidores e, ao mesmo tempo, dar destinação a parte dos 2.342 lotes que geraram prejuízo de milhões para a Prefeitura. Aliás, Arialdo Mercadante era esperado, ontem, na Câmara Municipal para explicar os planos da administração municipal em relação aos Lotes Urbanizados, mas não compareceu.

A saída de Arialdo Mercadante já era esperada. É certo que o prefeito ainda não aceitou a demissão oficialmente, mas dificilmente terá outra alternativa. Difícil manter as relações administrativas com o PPB depois de todos os capítulos da crise e muito mais complicado o reatamento depois das manifestações contrárias de ambas as partes.

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