Torre da CPFL é derrubada e deixa 39 mil sem energia
Texto: Adriana Rota
Uma torre de transmissão da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), localizada entre o Parque Santa Therezinha e o Jardim Manchester, foi derrubada na tarde da última sexta-feira deixando 39 mil consumidores sem energia elétrica por quatro minutos, segundo informações do gerente de Distrito Lúcio Esteves Júnior, que trabalha com a hipótese de tentativa de furto do material da torre ou dos cabos de cobre.
O fato foi constatado pela empresa às 15h04 de sexta e restabelecido quatro minutos depois, quando a carga foi repassada para outros alimentadores. Desta forma, os 39 mil consumidores atingidos teriam ficado apenas neste período sem energia elétrica. O problema teria atingido apenas bairros da região, sem estender-se pela linha.
Logo após a constatação uma equipe deslocou-se para o local, correu a linha e verificou que uma das torres - de pelo menos 40 metros de altura - estava tombada. Três dos quatro montantes ("pernas" da torre) foram soltas, fazendo com que perdesse a estabilidade e tombasse.
Ferramentas, roupas e chinelos foram encontrados no local, possivelmente abandonados após o susto com o forte estrondo, ouvido por muitos moradores. A dona de casa Olga Fuster dos Santos, que mora a cerca de dez quadras do local, disse que a força chegou a acabar duas vezes, mas muito rapidamente. Outro morador afirmou ter ficado três dias sem luz.
Houve quem arriscasse responsabilizar um grupo do Jardim Tangará pelo crime e quem falasse de protestos da população local pela falta de energia nas ruas ou altos preços do serviço, temendo uma nova ação do gênero. No Jardim Manchester, boa parte dos moradores apenas ouviram falar da história (quem não estava em casa) ou escutaram o estrondo, porque o bairro não conta com rede de iluminação.
Foi registrado boletim de ocorrência por danos. Os causadores do problema não foram identificados, mas correram risco de morte e colocaram a população que vive nos arredores na mesma situação. Isso porque a corrente que passa pelo local é de 138 mil volts, passível de levar
à morte mesmo pessoas que estejam a metros de distância da descarga.