Geral

Azeite de oliva

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 2 min

Dieta mediterrânea garante longevidade

Texto: Sabrina Magalhães

Em uma região da Grécia, onde as pessoas vivem em média mais de 100 anos, a ingestão de um cálice de azeite de oliva no desjejum é quase obrigatória

Uma dieta alimentar em que o azeite de oliva é a principal fonte de gorduras, adotada pelos europeus, tem chamado atenção dos estudiosos pela longevidade que garante àqueles povos.

É a chamada dieta mediterrânea, que segue uma pirâmide bem diferente daquele que é internacionalmente conhecida. Na base da pirâmide mediterrânea estão as massas, pães e cereais. Logo atrás vêm as frutas, os grãos e os vegetais. No meio da pirâmide, o azeite de oliva. Depois o leite, as carnes brancas e lá no topo, as carnes vermelhas.

"Eles quase não comem carne vermelha. Comem muito peixe e o azeite, que tem substâncias que ajudam a evitar uma série de doenças", afirma Sílvia Tosi. Entre essas doenças estão principalmente aquelas ligadas ao coração, a hipertensão, o diabetes e a obesidade. E de acordo com informes da Casa do Azeite Espanhol, já há fortes evidências sobre o papel preventivo da dieta mediterrânea frente certos tipos de câncer.

A dieta mediterrânea também tem abundância de pães, massas, saladas, legumes, frutas frescas e secas. O consumo de aves e produtos lácteos é moderado. E a ingestão de açúcar e carne vermelha é mínima. Além de tudo isso, eles conservam o hábito de tomar vinho junto com as refeições, o que já

é cientificamente recomendado para prevenir os males do coração.

Por causa desta dieta, hoje, uma das indicações terapêuticas do azeite de oliva relaciona-se com a longevidade. Segundo a Casa do Azeite Espanhol, o historiador grego Plínio registrou em seus relatos que o segredo de seu centenário

é que ele bebia azeite com regularidade. A ciência já comprovou: Em uma região no interior da Grécia, onde as pessoas vivem em média mais de 100 anos, os pesquisadores demonstraram que a ingestão diária de um cálice de azeite de oliva no desjejum é a explicação para a longa e saudável vida daquelas pessoas.

Tudo começou...

Em 1957, o professor Dr. Keys publicou um trabalho, resultado de 15 anos de pesquisas, mostrando a relação entre as dietas de sete países e a prevalência das doenças cardiovasculares. Os resultados foram surpreendentes. Enquanto países como a Finlândia apresentavam uma incidência de mortes por doenças cardiovasculares de 1202/10.000 habitantes, seguidos pelos Estados Unidos com uma incidência de 773/10.000, os habitantes da ilha grega de Creta tinham uma incidência de apenas 38/10.000. Essas significativas diferenças foram atribuídas, na ocasião, ao tipo de alimentação da ilha constituído de legumes, peixes, frutas, massas, azeite e vinho que desde então passou a se chamar dieta mediterrânea. A partir daí, vários estudos se sucederam e a tese inicial acabou sendo totalmente comprovada. Adicionalmente outros benefícios foram encontrados para o consumo regular do azeite de oliva.

Fonte: Casa do Azeite Espanhol

Comentários

Comentários