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Azeite de oliva

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 3 min

Azeite de oliva é mais estável para frituras

Texto: Sabrina Magalhães

Apesar dos inúmeros benefícios, o azeite é tão calórico quanto os demais óleos. Portanto,

é preciso consumir com moderação

Estudos divulgados pela Casa do Azeite Espanhol, entidade representativa do produto criada em São Paulo, levam à conclusão de que o azeite de oliva é o óleo mais estável para frituras. Isso porque, quando aquecido, o azeite perde cerca de 35% do ácido graxo oléico (que é monoinsaturado) e 76% do linoléico (poliinsaturado), de forma que aproximadamente 50% da composição total dele continue sendo de gordura monoinsaturada. Enquanto que no óleo de soja "in natura" esta taxa é de 24%.

Mas a Casa do Azeite Espanhol defende que a vantagem do uso do azeite na fritura vai muito além disso: segundo os boletins, o produto pode até melhorar a qualidade nutricional de alimentos ricos em gordura saturada. É que a fritura é uma técnica que promove uma troca de parte da água do alimento pela gordura. E quando o alimento é rico em gordura, há uma troca de uma gordura pela outra, ou seja, uma carne bovina com alta taxa de gordura saturada, ao ser frita em azeite de oliva, vai perder parte das moléculas saturadas e ganhar algumas moléculas monoinsaturadas, tornando-se, portanto, mais saudável.

Limite

A nutricionista Sílvia Tosi ressalta que, apesar de todos os benefícios já citados para o uso do azeite de oliva na preparação dos alimentos, é preciso usá-lo também com moderação, porque seu valor calórico é tão alto quanto o dos demais óleos: 9 calorias por cada grama. Uma colher de sopa (10g) tem, então, 90 calorias. Faz menor mal à saúde, mas engorda tanto quanto qualquer outro tipo de gordura.

"Deveria ser uma colherinha de café ou de chá para temperar uma saladona, um prato de salada. Muitas pessoas dão um 'banho' de óleo na salada e nem percebem. Alguns pacientes meus reclamam que, ao diminuir o óleo no preparo dos alimentos, eles perdem o brilho, principalmente o arroz. É verdade, o arroz com pouco óleo fica mais grudado, mais feio, mas é preciso acostumar. É o que chamamos de mudança de hábitos. Aliás, hoje defendemos a mudança de estilo de vida, que inclui não só uma alimentação mais balanceada, mas uma mudança nos hábitos de compra, de ginástica e muitos outros."

História do azeite

Foram os fenícios, os sírios e os armênios os primeiros povos que conheceram a oliveira - árvore produtora da azeitona. E são esses povos que a levaram para o Mediterrâneo Oriental. Só depois de muito tempo que os gregos, juntamente com os romanos, difundiram ao azeite de oliva para a Europa e para o Ocidente. As palavras azeite e azeitona são derivadas dos termos árabes az-zait e az-zaitunâ, respectivamente.

Não se sabe com exatidão quando o azeite foi produzido pela primeira vez. Mas ele está presente em boa parte da história da humanidade. Os mesopotâmicos, por exemplo, o usavam para untar o corpo na proteção do frio, há mais de 6 mil anos.

Entre os séculos VII e III a.C, os filósofos, os médicos e os historiadores perceberam que havia mais de um tipo de azeite de oliva. Data dessa época a sua primeira classificação e, é ainda nesse mesmo período que foram feitas referências às propriedades terapêuticas desse alimento.

Hipócrates usava o azeite tanto na alimentação como na medicina, sendo associado ao alívio de dores e tratamento de feridas. Era um ingrediente que não podia faltar nas batalhas. A explicação para tamanho sucesso e a importância só veio séculos depois, na Idade Contemporânea, quando se provou que a azeitona tem o elemento básico da aspirina, o ácido acetilsalicílico.

Fonte: Casa do Azeite Espanhol

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