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Campanha 2 turno

Nélson Gonçalves
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Aliança é a marca do 2º turno

Texto: Nélson Gonçalves

Representantes de diferentes entidades saem em apoio pela campanha do segundo turno nas eleições municipais

Representantes de diferentes entidades se engajaram na campanha pela conquista do segundo turno nas eleições em Bauru. Depois do lançamento da campanha, realizado na sede da OAB, na avenida Nações Unidas, na semana passada, representantes de segmentos variados difundem a representatividade política e econômica do segundo turno para Bauru. Nas manifestações é senso comum a visualização de um governo de coalização, representado pela maioria da população com um arco de alianças mais representativo no segundo turno.

O delegado da Receita Federal, Celso Pegoraro, opina que "toda pessoa que vai representar uma comunidade tem que fazê-lo com 50 por cento mais um dos votos. Como temos constatado que alguns prefeito, em Bauru, foram eleitos com menos da metade absoluta dos votos, acho interessante que tenhamos o segundo turno para representar a maioria da população bauruense".

O presidente do Conselho dos Pastores Evangélicos, Edson Valentim, vê a campanha pela conquista do 2º turno como "uma iniciativa que está marcando a história da cidade. Principalmente porque trás para a população o exercício da cidadania, o amadurecimento político e administrativo da cidade que, sem dúvida vai aparecer na própria história. Considero esta campanha como marcante e histórico para a nossa cidade". Edson Valentim disse que os evangélicos vão se comunicar com os jovens em condições de votar nas igrejas pertencentes ao Conselho de Pastores.

O vereador José Carlos Batata (PT) vê a conquista do segundo turno como "uma necessidade para Bauru. As pessoas que não estão envolvidas com o segundo turno não têm a dimensão e compreensão devida do que significa esta conquista para Bauru. Significa duas conquistas básicas. Do ponto de vista econômico, porque vai gerar muito mais riqueza para a cidade, com maior participação em distribuição de receitas. Do ponto de vista político significa uma das maiores conquistas para a cidade. O Judiciário terá que se aparelhar melhor, as pessoas terão que ser contratadas para trabalhar em mais cartórios e a população não vai ter que eleger mais um rei, aquele que manda sozinho sem conversar com todos os segmentos através dos partidos representados na cidade. É o governo de coalização, de composição no segundo turno. É o governo mais democrático que existe".

Para o vereador João Parreira de Miranda (PDT) o movimento resgata a cidadania. "Mas eu acho que esta campanha local vai ecoar em todas as cidades e aquelas que entenderem, como Bauru, a importância do movimento, vão defender o segundo turno em todas as cidades brasileiras. É o segundo turno que dá legitimidade para um candidato governar a cidade. Lamentavelmente, um candidato, que nem sempre é o melhor, ganha uma eleição em um turno, sem nenhum compromisso com a maioria da cidade. Essa pessoa nem sempre expressa a necessidade da cidade. Isto não é democrático. Democrático

é que o candidato vitorioso obtenha a maioria dos votos", cita Parreira.

A vereadora Catarina Carvalho acredita que Bauru tem "os habitantes mais do que necessários e suficientes para o segundo turno. Agora partimos para a conscientização.

É com o segundo turno que partimos para uma democracia ratificada e representada pelos verdadeiros anseios da maioria do povo. O povo precisa participar. Esta campanha já é vitoriosa ao mobilizar as pessoas interessadas no futuro da nossa cidade. A cartilha eleitoral e toda a preocupação com o futuro da cidade já estão sendo difundidos desde o início do ano eleitoral e isto já é um movimento muito importante", fala.

O professor Carlos Roberto Pittoli acha que "o segundo turno vai trazer um processo muito mais democrático na eleição, possibilitando aos candidatos fazer uma aliança com um arco muito mais amplo e a participação mais ativa da sociedade. Toda e qualquer participação mais ativa da sociedade resulta em politização e isso já é fundamental".

O presidente da União Municipal dos Estudantes Secundaristas

(Umesb), Roberto Domingos, considera a campanha de "extrema importância para a juventude. Só em Bauru nós temos 11 mil jovens que podem tirar o título de eleitor. São eleitores e cidadãos bauruenses. O papel do jovem é de participar em mais este movimento democrático e importante para a história da cidade. Nós temos que lembrar que o jovem de Bauru vem participando dos principais movimentos políticos dos últimos anos, como as Diretas Já, o Fora Collor, o Fora Izzo". Roberto Domingos destaca que "o jovem vai receber nossa mensagem, mas sabe que poderá, com o segundo turno, ajudar a escolher, através de seu representante', a melhor proposta para a reconstrução da cidade. A juventude bauruense se liga em política".

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