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Adriana Rota
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AHB terá pediatra 24 horas na sala de parto

Texto: Adriana Rota

Acabou o impasse: os bebês nascidos de parturientes atendidas na Maternidade Santa Isabel pelo Sistema Único de Saúde

(SUS) têm, desde ontem, o acompanhamento de pediatras na sala de parto, durante 24 horas. A Associação Hospitalar de Bauru (AHB), mantenedora da Maternidade, celebrou um acordo na Promotoria de Justiça da Infância e da Juventude pelo qual os médicos assumem o compromisso de manter o plantão de corpo presente para atendimento neonatal.

O promotor Lucas Pimentel de Oliveira mediou as negociações, que incluíram reuniões e visitas. Por enquanto, um pediatra acompanhará os nascimentos. A partir da instalação da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) Neonatal, prevista para maio, um outro médico estará disponível para os casos mais sérios. Oliveira não acredita que possa haver problemas, mas salientou que a sociedade será

"o maior fiscal" no cumprimento do acordo.

A polêmica tomou vulto a partir de uma matéria veiculada pelo JC no dia 7 de janeiro, na qual constava que os partos realizados na Maternidade pelo Sistema Único de Saúde

(SUS) não eram acompanhados por pediatra, só chamado quando havia problemas com o recém-nascido. Como em algumas situações o médico não estava no hospital, o tempo de espera poderia resultar em agravamento do quadro ou morte do bebê, dependendo do caso.

A falta de pediatra seria motivada pelo valor considerado irrisório pago pelo SUS por acompanhamento de parto (R$ 14,88), que dificultaria as contratações. A título de comparação, os obstetras recebem, só da Prefeitura, R$ 120,00 por parto, fora o valor do SUS.

A pedido do juiz da Vara da Infância e da Juventude, Ubirajara Maintinguer, o Ministério Público (MP) entrou no caso. O promotor de Cidadania, Carlos Roberto Simioni, incumbiu-se de enviar ofícios para a Secretaria Municipal de Saúde

(SMS) e para a AHB cobrando soluções.

Além disso, passou a apurar diversas denúncias de supostos problemas de saúde que teriam sido causados por falta de atendimento aos bebês no momento do nascimento. Pediatras, Conselho da Condição Feminina e outros setores da sociedade manifestaram-se publicamente sobre a gravidade do assunto, pressionando os envolvidos, o que culminou com a assinatura do acordo.

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