ANJ pede punição aos agressores de repórter
A Associação Nacional de Jornais (ANJ) protestou contra as agressões físicas e as arbitrariedades praticadas por policiais militares contra o repórter-fotográfico Juarez Rodrigues, do jornal Estado de Minas, no dia 17 de fevereiro
último. O repórter-fotográfico, que estava no exercício de sua atividade profissional, foi vítima da violência e das atitudes arbitrárias do sargento Araújo e do soldado Luís Carlos, lotados na 126.ª Cia., do 22.º Batalhão da Polícia Militar, de Belo Horizonte (MG).
Os militares agrediram fisicamente o profissional da imprensa, apreenderam o seu equipamento de trabalho e o seu telefone celular e exigiram a entrega de filme fotográfico que registrava uma ocorrência policial.
O presidente da ANJ, Paulo Cabral, e o vice-presidente responsável pelo Comitê de Liberdade de Expressão, Renato Simões, enviaram correspondência ao Comandante Geral da Polícia Militar de Minas Gerais, coronel Mauro Lúcio Gontijo, afirmando que "tais fatos caracterizam intolerável atentado
à liberdade de imprensa, que é assegurada pela Constituição Federal". Os dirigentes da entidade solicitaram "urgentes e enérgicas providências para o caso e a exemplar punição dos agressores".
O diretor do Grupo Cidade, Renato Zaiden, também protestou contra a violência sofrida pelo repórter-fotográfico Juarez Rodrigues e informou que, nos próximos dias, encaminhará documento ao comandante-geral da Polícia Militar de Minas Gerais, coronel Mauro Gontijo, solicitando providências para o caso.