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Sabrina Maglahães
| Tempo de leitura: 2 min

Procura pelos genéricos supera expectativas

Texto: Sabrina Magalhães

Os efeitos da concorrência começam a aparecer. Laboratórios já estão reduzindo os preços dos remédios convencionais

A procura pelos medicamentos genéricos está superando a expectativa de venda dos donos de farmácia em Bauru. E os resultados disso começam a aparecer: muitos laboratórios acusados de promover aumentos abusivos no ano passado já estão reduzindo seus preços para não perder espaço no mercado. Uma vitória do Governo e do consumidor.

"A procura pelos genéricos está sendo muito grande, inclusive com aceitação dos médicos. Nós recebemos um lote deles na primeira quinzena deste mês e já precisamos repor o estoque duas vezes. Agora, recebemos um lote de genéricos de outro laboratório e a saída também está grande", comenta Antônio Augusto Gomes, da rede Farmacentro.

Segundo ele, o que mais atrai o consumidor é a diferença nos preços que é de, no mínimo, 30%. A ranitidina, por exemplo, um remédio para o estômago, custa R$ 10,71 como medicamento genérico, enquanto que o remédio de marca custa R$ 24,20, uma diferença de 56%.

Gomes ainda chama a atenção para um detalhe ainda pouco observado pelas pessoas. Segundo ele, os preços dos remédios convencionais já começaram a cair:

"No ano passado nós tivemos seguidos aumentos em todo tipo de remédios. Até uma CPI foi criada por isso. Mas a liberação dos genéricos está provocando um efeito colateral no mercado. Do final do ano para cá, alguns laboratórios já reduziram seu preço. Um laboratório, inclusive, baixou os preços de todos os seus medicamentos na semana passada. Afinal, eles sabem que dentro de pouco tempo os genéricos vão tomar conta das farmácias e eles querem competir."

Gomes lembra que em vários países onde os genéricos já foram implantados a aceitação do consumidor tem sido lenta. Mas no Brasil, onde a maioria da população tem dificuldades financeiras, o interesse por remédios mais baratos é ainda maior. "Por enquanto, temos pouco mais de 10 genéricos aprovados. Mas já há outros 170 em fase de testes. Eu acredito que até a metade deste ano o leque de genéricos será bem maior e até o final de 2000 o peso dos medicamentos para o índice de inflação praticamente vai inexistir.

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