Geral

Reforma agrária

Redação
| Tempo de leitura: 1 min

Sem-terra deixam área municipal em Jaú e invadem uma do Estado

Cerca de 30 famílias de integrantes do Movimento dos Sem-terra

(MST), que estavam acampadas numa avenida de Jaú, ocupam agora da Estação Esperimental de Agronomia, localizada no mesmo município, desde a madrugada de anteontem. A área pertence ao Governo do Estado.

O responsável pela Estação, Marcelo Almeida, disse ontem que a reintegração de posse já foi solicitada junto à Justiça. Na área, segundo ele, existem, além de aproximadamente 40 cabeças de gado, diversas plantações para fins de pesquisas, principalmente cana-de-açucar. A área invadida fica a cerca de 200 metros da sede da Estação.

Os sem-terra desocuparam a avenida Desembargador Batista de Arruda, cujo prazo para reintegração de posse terminou às 17 horas de sábado. Ontem, diversos barracos já haviam sido monstados na nova ocupação.

Segundo Marcos Marin, da coordenação regional do MST, um acordo com o oficial de justiça permitiu a estadia dos sem-terra na avenida municipal até a madrugada de anteontem. Por volta de 4 horas eles deixaram o local e foram para a propriedade do Estado. Para tanto, segundo a direção da Estação Experimental, uma cerca foi cortada e um cadeado estourado.

O Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp) responsável pelas terras devolutas do Estado, já foi avisado. A área ocupada é pequena e fica ao lado da torre da TVS, na saída para Bariri.

Segundo a liderança do MST, a estadia é temporária, já que eles aguardam a manifestação do Incra sobre uma relação de dez áreas supostamente improdutivas da região de Jaú que foi enviada ao Instituto. Trata-se de áreas com extensão superior a 700 hectares.

Comentários

Comentários