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Reciclagem

Ieda Rodrigues
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Cinco escolas estaduais lançam projeto de reciclagem de lixo hoje

Texto: Ieda Rodrigues

Cinco das 49 escolas estaduais de Bauru vão lançar, hoje às 16 horas, um projeto de reciclagem de lixo. A proposta

é que os alunos dessas escolas - cerca de 4.500 - passem a separar o lixo reciclável produzido em suas casas e o leve para as escolas, onde será coletado e enviado às empresas de reciclagem.

Participam do projeto, inicialmente, as escolas Henrique Bertolucci, localizada na Vila Independência; Plínio Ferraz, na Vila Popular Ipiranga; Antônio Serralvo Sobrinho, na Vila Popular Ipiranga; Durval Guedes de Azevedo, no Jardim Ouro Verde; e Christino Cabral, no Jardim Aeroporto. O coordenador geral do projeto, José Eugênio Chibele, diretor da escola Henrique Bertolucci e professor de Biologia da escola Christino Cabral, explicou que é preciso uma mudança de hábito das pessoas, para que passem a separar os materiais recicláveis, o que é mais fácil conseguir entre as crianças.

O professor José Eugênio prefere denominar lixo de resíduos, por acreditar que todo o lixo - exceto o tóxico e o hospitalar - pode ser reciclado. Ele ressaltou que o objetivo do projeto, intitulado "Não existe lixo", é dar um tratamento mais adequado aos diversos tipos de resíduos produzidos em Bauru e, assim, preservar e conservar o meio ambiente.

Com isso, a expectativa é aumentar a vida útil do aterro sanitário, localizado próximo às penitenciárias I e II - o aterro recebe, por dia, entre 200 e 300 toneladas de lixo. A coleta seletiva, feita pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) atinge 54 bairros - 32% da cidade. O lixo reciclado não chegaria a 5% do total produzido.

O projeto "Não existe lixo" também visa articular os movimentos isolados já existentes que trabalham por uma cidade ecologicamente mais equilibrada e oferecer melhores condições de vida à comunidade em geral, especialmente aos separadores de material reciclável. O professor José Eugênio disse que vai propor um trabalho em parceria com a Semma, para que os caminhões da coleta seletiva recolha o material reciclável levado às escolas pelos alunos.

Esse material seria enviado à Central de Reciclagem, localizada no Jardim Redentor, onde cerca de 35 pessoas trabalham na separação do material em forma de associação. Se essa parceria não for possível, ele pretende contatar catadores de material reciclável que trabalham nas ruas, para que eles recolham e vendam o material coletado pelos alunos.

Pelo projeto, apenas as latinhas de alumínio devem ficar nas escolas, que vão vendê-las e utilizar o dinheiro na compra de material didático, equipamentos e outras necessidades em benefício dos alunos. O professor José Eugênio ressaltou que a população também poderá participar do projeto, levando os materiais reciclados para as escolas participantes. Ele espera que, gradativamente, mais escolas estaduais e municipais e até outros órgãos participem do projeto tornando-se ponto de depósito dos materiais recicláveis.

Projeto

Professor de Biologia há 28 anos, José Eugênio decidiu organizar o projeto "Não existe lixo" após ver, na imprensa, várias matérias sobre o problema que é o lixo em Bauru. O trabalho de conscientização da importância da reciclagem desenvolvido pelo estudante Erik Augusto Piassi, no ano passado, na escola estadual Mercedes Paes Bueno, e o concurso "Milênio Melhor", que visa o resgate da cidadania e foi lançando em dezembro pela Travelnet, com apoio do JC, colaboraram para que o professor idealizasse o projeto.

Para o lançamento do projeto hoje à tarde, na escola Henrique Bertolucci, o professor José Eugênio convidou representantes das secretarias municipais de Meio Ambiente e Bem-Estar Social; da Diretoria de Ensino; da Central de Reciclagem; do Lions; do Instituto Vidágua; da Unimed; do Jornal da Cidade; da Travelnet; da TV Modelo; da Unimed e da Associação de Moradores da Vila Independência.

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