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Redação
| Tempo de leitura: 4 min

Treinamento de policiais simula situações reais

Num clima de verdadeira guerra civil, 60 policiais militares passaram por treinamento ontem na sede do Comando de Policiamento Interior-4

(CPI-4). Os integrantes das Forças Táticas de Bauru e região estão reciclando seus conhecimentos para agirem em conjunto e sob comando em situações adversas.

Além dos policiais das Forças Táticas, participaram da reciclagem os policiais do Corpo de Bombeiros, Cavalaria e Canil. Aproximar uma situação hipotética do real é o grande desafio dos treinamentos, uma vez que em situações adversas os policiais têm que manter a calma e agir conforme determinação do comandante da operação.

O preparo físico e psicológico do homem que trabalha como policial militar em pelotões especiais, como o de Choque, é a meta dos treinamentos, explica o comandante da 7.ª Cia da PM, capitão Manoel Messias Melo.

Segundo ele, o PM tem que ter consciência de agir no momento certo e no estrito cumprimento do dever legal, enfatiza o capitão.

"O PM tem que ter uma visão conjunta da ação para resistir às provocações, comuns em distúrbios civis, e enfrentar as adversidades do tempo, sem se abalar física e psicologicamente", disse.

O treinamento será mensal, até que os policias atinjam um estágio de aperfeiçoamento considerado satisfatório, ressalta o subcomandante do Pelotão de Choque, tenente Jorge Duarte Miguel. "O treinamento é específico para intervenções sociais. Nessas situações agimos com equipamentos especiais de proteção ao policial", contou ele.

O sucesso de qualquer operação especial, segundo o tenente, depende da preparação do homem. "Na maioria das vezes agimos em condições adversas e em locais de difícil acesso. O policial tem que saber controlar a ansiedade e agir. Sem controle psicológico e físico, tanto o homem quanto o animal que estão em serviço podem colocar em risco toda a ação. Uma atitude descontrolada pode significar o caos", explicou.

Manifestações violentas

O Pelotão de Choque entra em ação todas as vezes em que a situação exige um equipamento mais pesado e um homem mais preparado para aquele tipo de trabalho, explicou o comandante da 7.ª Cia, capitão Manoel Messias Melo. "Quando a situação é normal, os policiais do Tático-4 e do Gepom (Grupo Especializado de Policiamento Motorizado) trabalham com a prevenção ao crime. Se ocorrer situações de emergências, eles deixam o preventivo e agem em conjunto", disse.

De acordo com o tenente Jorge Duarte Miguel, os principais distúrbios civis ocorrem em manifestações violentas, rebeliões de presos, fugas em massa e reintegração de posse.

"O aparato dos Pelotões de Choque contam com o fator intimidativo porque o trabalho conjunto desestimula a ação dos oponentes", ressaltou.

Hipótese & Real

O desafio maior deste tipo de treinamento é aproximar a situação simulada da real. Para que o clima do treinamento se tornasse muito próximo do real, foram usados vários artifícios, como a queima de pneus, lançamento de bombas caseiras e de gás lacrimogêno, jatos de água, entre outros.

Na opinião do comandante do Pelotão das Forças Táticas, tenente Jorge Duarte Miguel, o treinamento foi montado para criar um clima adverso a fim de fazer com que o homem sinta o problema e reaja conforme à teoria. "Em penitenciárias, por exemplo, o ambiente é confinado e o policial é provocado de todas as maneiras possíveis", lembrou.

Ele explica que foi usado jatos de água para irritar o homem e observar a reação dos animais. "Os cavaleiros têm que saber qual é a reação dos animais. A queima de pneus e a emissão de fumaça foram usadas para simular uma situação de rebelião em presídios, onde normalmente o acesso é feito por corredores, em ambiente totalmente desfavorável", disse.

Novas viaturas

A partir da nova estruturação da Polícia Militar adotada a partir de 1º de janeiro deste ano, a Força Tática de Bauru deve agir não só na cidade como também na região, por isso mais uma equipe será formada, ressalta o tenente Jorge Duarte Miguel.

De acordo com ele, um grupo de quatro policiais está sendo treinado para ocupar uma das duas novas viaturas que o Pelotão de Força Tática vai receber neste ano. "Esta equipe vai dar assistência, apoio, para as cidades de Pederneiras, Piratininga, Pirajuí, Lençóis Paulista e praia de Arealva", disse.

Com o reforço de viaturas, o Pelotão de Força Tática passará a contar com seis viaturas para apoiar o policiamento em situações de emergência e urgência. Só na região existem cinco presídios que reúnem aproximadamente quatro mil presos, segundo informações da Polícia Militar.

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