Câmara discute horário do comércio
Texto: Nélson Gonçalves
João Parreira teme prejuízos para comerciários e comerciantes sem a abertura aos sábados no comércio local
A abertura do comércio em dias e horários diferenciados volta a ser tema de discussão na Câmara Municipal de Bauru. O vereador João Parreira (PDT) mostra preocupação com a redução na abertura. Para o parlamentar perdem a cidade, o consumidor, o comerciário e o dono de loja com as limitações. Por outro lado, Parreira concorda com Paulo Agustinho (PTB) no que diz respeito às condições para o trabalhador realizar as jornadas adicionais. Agustinho cobra dos comerciantes o oferecimento de vantagens adicionais para o trabalho além do que é previsto atualmente.
O horário do comércio já rendeu discussões acaloradas na Câmara Municipal, com Agustinho e Parreira defendendo teses diferentes para a abertura aos sábados e domingos, por exemplo. Desta vez, Parreira acena para a necessidade de acordo entre comerciários e comerciantes. João Parreira defende que o comércio funcione até às 22 horas e no sábado além das 13 horas. Ele entende que as condições econômicas atuais pedem bom-senso das partes, para que tanto o consumidor quanto empregado e patrão não saiam perdendo.
Paulo Agustinho insiste que o comerciário é privado do convívio com seus familiares e amigos nos finais de semana. Por isso, ele entende que a solução para o caso vai além do oferecimento de cesta básica pelo proprietários de lojas. João Parreira concorda que o Sindicato Patronal tem que oferecer algumas vantagens a mais para que a classe de empregados possa trabalhar nos horários não previstos no dia-a-dia.
Para João Parreira é preciso visualizar que os supermercados e outras lojas continuarão abrindo aos sábados até o início da noite. "Esses consumidores vão migrar para os locais que estão abertos. O comércio central da cidade vai perder", comentou Parreira. Luiz Carlos Valle (PDT) acrescentou que a migração de consumo já existe para os grandes estabelecimentos. "Grandes lojas, como o Wal Marth, já competem com as lojas do centro. Esses supermercados vendem de tudo e ficam abertos até mais tarde até nos sábados", disse.
Paulo Agustinho finalizou que "a preocupação nossa é com os direitos dos comerciários, porque o comerciante sempre quer mais e mais e os interesses da categoria não são defendidos como deveriam". O assunto
é objeto de ação judicial por parte do Sindicato Patronal, que defende a abertura do horário de comércio em horários e dias alternativos. O tema vai gerar outras discussões, inclusive sobre a eventual queda no faturamento das lojas centrais em detrimento ao receio do desemprego.