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Josefa Cunha
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Vereador quer Parlamento Jovem em Bauru

Texto: Josefa Cunha

O vereador pedetista Erlon Junqueira, o mais novo em idade da atual legislatura, está propondo a criação do Parlamento Jovem em Bauru para atuar no âmbito da Câmara Municipal. O projeto dispondo sobre a iniciativa já foi protocolado e, por enquanto, tramita nas comissões permanentes. A idéia, explica o autor, é fazer aflorar nos pré-adolescentes o sentido da cidadania e explicar a eles o funcionamento do Poder Legislativo Municipal.

Conforme o projeto, o Parlamento Jovem seria composto de até 21 membros (o mesmo número de vereadores da cidade) e agregaria, inicialmente, somente estudantes de 5.ª a 8.ª séries regularmente matriculados. A participação de estudantes de outras faixas etárias e graus de ensino poderia ocorrer em anos alternados, desde que com prévia definição da Comissão de Educação da Câmara.

A experiência pessoal com o processo legislativo seria extensiva a alunos de escolas públicas e privadas, mas o projeto não explicita como ambos os setores estariam representados. Sobre esse aspecto, aliás, Erlon Junqueira pretende levantar discussão junto à Delegacia de Ensino de Bauru e

às entidades que falam em nome das instituições privadas de ensino. "Já estou providenciando o agendamento de reuniões para tratarmos o assunto", informou.

Junqueira explica que o Parlamento Jovem integra, na verdade, a proposta do Programa de Cidadania, cujas atividades e ações estariam sob a responsabilidade da Comissão de Educação da Câmara. A ela competiria também a organização de um cronograma de atividades, as orientações referentes aos procedimentos de inscrição e participação dos interessados, a eleição dos jovens em suas respectivas escolas, as normas para a eleição da Mesa Executiva

- como no Legislativo, o Parlamento Jovem também teria sua mesa diretora - e a realização dos trabalhos da sessão plenária. "As demais ações que venham compor o Programa de Cidadania serão orientadas para o conhecimento dos procedimentos legislativos, dos partidos representados na Câmara, bem como de suas propostas políticas e funções dos líderes partidários", listou o autor.

O parlamento jovem cumpriria um dia de legislatura, dando lugar a outro grupo devidamente eleito para acompanhar os trabalhos.

"Seria um esquema rotativo para possibilitar a participação do maior número de estudantes possível. Quanto maior for a compreensão do significado da representação popular melhor. Particularmente, eu acredito que a vivência do processo democrático contribui para o pleno desenvolvimento da pessoa, na medida em que oferece preparo para o exercício da cidadania. A educação política dos jovens estudantes é um processo que deve extrapolar os bancos escolares e ativar a capacidade e vocação políticas", expõe o vereador.

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