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Prisão de quadrilha

Redação
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Presos acusados de matar delegado

O delegado Wilson Batista Reinato era natural de Dois Córregos e foi morto enquanto tentava evitar um assalto

Policiais de Araraquara e São Carlos prenderam, ontem, seis integrantes de uma suposta quadrilha suspeita de participação no assalto a uma distribuidora de frios e na morte do delegado Wilson Batista Reinato. O crime ocorreu na segunda-feira, dia 6, em Américo Brasiliense, próximo a Araraquara. Posteriormente, um dos acusados da morte do delegado, Antônio Gonçalves Batista, foi morto pelo escrivão de Ibaté, Sérgio Manini Júnior, dentro da Delegacia Regional de Araraquara. Um oitavo participante da susposta quadrilha, que seria o mentor do assalto, continua foragido.

Quatro acusados foram presos em uma casa no bairro Santa Angelina, em São Carlos. O dono do imóvel, Jorge Henrique de Souza, foi autuado por tráfico e João Ricardo Pessoa por porte de entorpecentes - a participação deles na quadrilha é tida como provável, mas não no crime de Américo Brasiliense. Júnior César de Souza, condenado a 25 anos por latrocínio, foragido da cadeia de Porto Ferreira, foi preso por porte ilegal de arma. Ele teria sido o autor dos disparos contra o delegado; a informação, no entanto, não foi confirmada.

Roberto dos Santos, que teria dirigido o Córdoba na fuga, também foi preso durante a madrugada. Pela manhã, outro suspeito, Júnio Carvalho de Barros foi detido na casa da namorada, em Porto Ferreira. À tarde, em São Carlos, Moisés Ferreira da Silva também suspeito, foi preso.

O suspeito de chefiar a suposta quadrilha, que teria realizado um churrasco no final de semana com os comparsas, seria Clóvis Ferreira Vieira, o Tchê, que está foragido. A polícia desconfia que ele possa ter fugido para Minas.

Vingança

Na noite do dia 6, por volta das 21h30, após saber do assassinato do delegado titular de Américo Brasiliense, o escrivão Sérgio Manini Júnior foi até a delegacia de Araraquara, onde estava o suspeito do crime, e disparou seis tiros contra o acusado, que morreu na hora.

O escrivão entregou-se em seguida para os policiais do plantão e foi transferido para o presídio da Polícia Civil em São Paulo. O suspeito, Antônio Gonçalves Batista, de 60 anos, era foragido da Cadeia Pública de Porto Ferreira desde outubro.

Por volta das 19 horas, Batista, que é da cidade vizinha de São Carlos estaria furtando uma distribuidora de frios, em Américo Brasiliense, junto com outros assaltantes, quando o grupo foi surpreendido pelo delegado. Reinato morava a cerca de 100 metros da distribuidora e foi avisado da ocorrência por meio de telefonemas de vizinhos. Ele pediu reforço para a Polícia Militar e foi até o local, onde deu voz de prisão a um dos assaltantes. De acordo com a Polícia Civil, o delegado estava prendendo um dos acusados quando foi atingido pelas costas por cinco tiros. Três disparos atingiram o tórax e outros dois, as pernas do delegado, que morreu na hora.

Batista foi preso no local do crime, mas os outros suspeitos conseguiram fugir num Córdoba vermelho. O carro havia sido roubado na sexta-feira em Santa Rita do Passa Quatro. Os assaltantes estavam sendo perseguidos por policiais quando o pneu do carro furou, ainda na saída da cidade. Eles tiveram que fugir a pé, para dentro do mato, à beira da estrada.

Os policiais transferiram Batista para Araraquara, a cerca de 10 quilômetros de distância, onde fica a delegacia regional. Antes mesmo de os policiais tomarem o depoimento do acusado, o escrivão entrou na delegacia e efetuou os disparos contra Batista. Sérgio Manini Júnior, que trabalha em Ibaté, havia trabalhado com o delegado em Américo Brasiliense e, aparentemente, teria decidido vingar a morte do colega.

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