Falta de espaço emperra 5.ª Ciretran
Texto: Daniela Bochembuzo
Sem espaço, 5.ª Ciretran não pode contratar funcionários ou ampliar serviços; problema emperra emissão local de CNHs
Há 14 dias no posto de delegado seccional da 5.ª Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran), Roberto Terraz, 46 anos, já percebeu que o primeiro problema a ser resolvido no
órgão é a falta de espaço físico.
"Não podemos iniciar novos projetos e ampliar nossas atividades se a questão da infra-estrutura não for repensada", analisa.
Em razão do problema de infra-estrutura, ficam suspensos os planos de ampliar o número de funcionários do
órgão e a regionalização da emissão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
A notícia de que Bauru passaria a emitir CNHs foi dada no início de fevereiro por Antônio Ângelo Ciocca, delegado titular substituído por Terraz. Em entrevista ao JC, Ciocca disse que a implantação do serviço dependia da preparação das instalações da 5.ª Ciretran.
Terraz não descartou, no entanto, que o projeto seja desenvolvido ainda durante 2000. "Vamos elaborar estudos para viabilizar a emissão de CNHs pela 5.ª Ciretran ainda este ano", disse.
Entre os estudos estão os levantamentos das necessidades de todos os setores do órgão. A pesquisa foi a primeira medida tomada por Terraz como delegado seccional do órgão. Além disso, ele já contratou três novos funcionários: um escrivão, um investigador e uma escriturária.
A escriturária foi designada para atender telefonemas, uma antiga reivindicação dos usuários. Antes da designação, os telefones ficavam tocando ininterruptamente. Como resultado, era preciso se deslocar ao órgão para obter informações.
Agora, o problema é outro: a linha vive ocupada. "Apenas temos duas linhas, sendo uma utilizada somente para o aparelho de fax. não há como atender a demanda dessa maneira. Também vamos incluir essa necessidade nos estudos", adianta Terraz.
De acordo com o delegado, a aquisição de novas linhas telefônicas e aumento do espaço físico são fundamentais para a ampliação dos serviços do órgão. "Precisamos garantir condições dignas de trabalho aos funcionários", afirma.
Para Terraz, o ideal seria que a sede da 5.ª Ciretran continuasse no Centro. Essa localização, acredita o delegado, facilitaria a prestação de serviços por parte de despachantes, além de garantir melhor acesso dos usuários
à circunscrição.
Emissão de CNHs está normalizada, diz delegado
Apesar das reclamações de atraso na emissão de CNHs feitas por leitores, Roberto Terraz, delegado seccional da 5.ª Ciretran, afirma que a emissão do documento já está normalizada.
De acordo com Terraz, os casos de atraso são raríssimos.
"No geral, a CNH tem sido emitida no período de oito a dez dias, no máximo", disse.
Segundo o delegado seccional, os casos de atraso são resultantes de problemas de ordem técnica e não estão relacionados à Ciretran. "São assinaturas que não conferem, entre outras coisas", conta.
A faxineira Rita Aparecida de Paula Botta, 45 anos, foi uma das leitoras que ligou ao JC em razão do atraso da CNH.
"Entreguei todos meus documentos no dia 15 de outubro do ano passado e até agora nada", conta.
Segundo Rita, o atraso está atrapalhando seu trabalho.
"Tenho dois empregos e preciso do carro para me deslocar até eles, mas não posso dirigir em razão de não ter carteira de habilitação", afirma. (DB)