V. Zillo é contraste da região do Estoril
A Vila Zillo é o contraste da região do Estoril. O bairro precisa de algumas melhorias, entre elas, o asfalto.
Como as ruas não são asfaltadas, nos dias de chuva o local fica intransitável. E quando não chove, a situação não é diferente, já que "as ruas estão praticamente dentro de buracos", como dizem os próprios moradores que investiram no local. Muitos construíram casas grandes e bem valorizadas na esperança de que o asfalto logo seria entregue.
Um morador da Vila Zillo que preferiu não ser identificado disse que há seis anos, quando começou a construir sua casa, teve a promessa de que "em breve" todo o bairro seria asfaltado.
"Moro aqui há quatro anos e até hoje não vejo nem sinal de asfalto. A casa vive empoeirada e o carro estragando, porque cai nos buracos. Investi muito dinheiro aqui. Gostaria que o bairro tivesse asfalto, como no Estoril", reclamou o morador.
A Vila Zillo surgiu em 1947, antes do Estoril. Na época, era um bairro pequeno que foi construído longe dos demais. Ele ficou isolado até o Estoril chegar.
Apesar de estar separada da região central da cidade, a Vila Zillo obedeceu aquele desenho rigoroso e claro do urbanismo moderno em Bauru, com quadras mais exatas, que seguiam o traçado tradicional. As principais ruas da Vila Zillo seguem o traçado de ruas que existiam na cidade. A rua Florêncio Souza Leite, por exemplo, é uma continuação da Alfredo Ruiz. A rua Monsenhor Ramires deveria ser continuação da Monsenhor Claro.
"Havia uma preocupação da cidade ter uma continuidade. Ao nosso ver, o urbanismo moderno era mais democrático e integrador social, porque não existia a separação social de bairros. Era possível em uma única quadra ter casas mais simples e outras maiores e mais requintadas. Podemos ver isso claramente no Higienópolis, por exemplo", afirmou o professor de Urbanismo da Faculdade de Arquitetura da Unesp de Bauru, José Xaides de Sampaio Alves.
Luso é a referência de lazer
A Associação Luso Brasileira de Bauru é referência de lazer no Jardim Estoril.
Criada em 1962, a Associação Luso Brasileira teve como principal objetivo integrar as comunidades do Brasil, mais especificamente de Bauru, e Portugal.
Depois de elaborar o estatuto e consolidar a sede do clube, vários eventos foram realizados e se tornaram tradicionais, como a Noite do Fado, Festa Portuguesa, Dia das Mães, Dia das Crianças, Noite da Seresta, Festa Junina, Carnaval e carros alegóricos, Baile dos Calouros, e outras.
As atividades sociais e esportivas se tornaram intensas. As equipes formadas no clube foram, diversas vezes, campeãs nas mais variadas modalidades.
Hoje, a Associação Luso Brasileira de Bauru tem mais de 3500 associados, reunindo uma população de aproximadamente 12 mil pessoas. São 1500 alunos matriculados nas diversas modalidades, como judô, balé, futebol, vôlei, basquete, natação, xadrez, entre outras. Na dança, destaque para o Grupo Imagem, criado em 83. Nas férias, as crianças recebem atenção especial
Santa Luzia para Cegos: tradição em filantropia
O Lar Escola Santa Luzia para Cegos é um dos exemplos em filantropia na cidade.
Fundada em 1969, a instituição filantrópica, que tem sua sede no Jardim Estoril, atende cerca de 25 deficientes visuais, com cegueira completa ou visão sub-normal, homens e mulheres de baixa renda, com idades entre 18 e 75 anos.
A entidade realiza atividades como educação
(alfabetização pelo sistema Braille e datilografia Braille em máquina própria), artesanato (empalhar cadeiras de diversos tipos e com material plástico), tricô, cultura (aulas de teatro), alimentação, psicologia, biblioteca, grupo de voluntários e cidadania.
O Lar Escola Santa Luzia para Cegos fica na rua Gerson França, 11-61. Informações pelo telefone (14) 223 1754.
Ta-Yu: uma chácara dentro do Estoril
Há 12 anos, os irmãos Igor e Gustavo Moreira da Cunha tiveram uma idéia: montar um restaurante no meio de muito verde, com uma grande área de lazer, tranqüilo e de fácil acesso. Assim, nasceu o Ta-Yu, restaurante especializado em comida chinesa, pizza e churrasco.
O cardápio é variado. Os clientes do restaurante, que fica em uma chácara dentro do Jardim Estoril, podem optar entre a comida chinesa, o churrasco, pizza, peixe ou outro tipo de carne.
Por ter fácil acesso, o restaurante recebe diariamente clientes de cidades da região.
O Ta-Yu, segundo Gustavo Moreira da Cunha, um dos proprietários, foi pioneiro em instalar em uma chácara e também em colocar monitores para as crianças se divertirem, enquanto os pais saboreiam os pratos servidos na casa.
Ballet Vitória Régia: dançando há 21 anos
Há 21 anos, a Escola de Ballet Vitória Régia encanta os bauruenses e é o orgulho dos moradores do Jardim Estoril.
Instalado no bairro desde 1982, o Ballet se apresentou em todo o Brasil e em vários países do mundo, incluindo a Europa. Representou Bauru em diversos concursos, inclusive pelo Mapa Cultural Paulista.
A proprietária da escola e também moradora do Jardim Estoril, Dalva Corrêa, contou que sempre quis que a sede da escola de Ballet fosse no bairro em que morava e achou o lugar ideal: um antigo depósito de sal.
"Ainda acho que a escola é um depósito de sal, porque as pessoas suam durante as aulas e deixam o sal aqui", brincou a proprietária da escola.
Os bailarinos começam a dançar a partir dos 5 anos. A escola conta com alunos homens e mulheres. De acordo com a professora Dalva, muitos rapazes, alunos da escola, se tornaram bailarinos profissionais.
"Isso é maravilhoso, porque a maioria teve que batalhar e muito, porque a família não aceitava. O preconceito tem que acabar, porque balé não tira a masculinidade de ninguém", disse Dalva.
A professora contou que tinha um sonho. Quando mudou-se para Bauru, pensou que o Santuário Nossa Senhora de Fátima era um teatro e queria dançar ali. Mais tarde descobriu que o Santuário era uma igreja, e mesmo assim, queria levar suas bailarinas para se apresentarem no local.
"Em 86, conseguimos nos apresentar no Santuário. Desde então, sempre nos apresentamos nas igrejas. Nos orgulhamos por isso", comentou.