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Campanha salarial

Ricardo Polettini
| Tempo de leitura: 3 min

Professores lançam campanha salarial

Texto: Ricardo Polettini

Professores de Bauru e região reuniram-se ontem pela manhã, no auditório do Sindicato do Comércio Varejista

(SinComércio), para lançarem sua Campanha Salarial Unificada. O objetivo foi discutir e divulgar reivindicações da categoria que serão encaminhadas à Secretaria de Estado da Educação ainda esta semana.

Segundo Duílio Duka de Souza, 47 anos, diretor do Sindicato dos Profissionais do Ensino Oficial do Estado de São Paulo

(Apeoesp) e coordenador da subsede local da entidade, a principal característica da campanha é a unificação da categoria nas reivindicações, que consistem, basicamente, na reposição de perdas referentes aos

últimos cinco anos. O último reajuste dos professores e funcionários do ensino público foi em 1995.

"Nos anos anteriores, as entidades agiam isoladas. Este ano, estamos unificando a campanha em torno e um objetivo comum. Agindo unificadamente, os professores sentem uma firmeza maior na campanha e acabam participando mais confiantes", afirmou Souza.

Na reunião de ontem, dia em que as regionais da Apeoesp organizaram encontros envolvendo 30 subsedes para discutir a campanha em todo o Estado, estiveram representantes de outras cinco entidades ligadas ao ensino público: o Sindicato Estadual dos Funcionários e Servidores da Educação (Afuse); Associação dos Professores Aposentados no Magistério Público doo Estado de São Paulo (Apampesp); Sindicato dos Supervisores de Ensino (Apase); Sindicato dos Diretores do Magistério Oficial (Udemo) e Centro do Professorado Paulista (CPP).

Reivindicações

Sem aumento há cinco anos, os professores e funcionários do ensino público afirmam que seus salários estão muito defasados da realidade atual do País. Além disso, o salário dos professores passou a ser contabilizado pelas horas trabalhadas e não mais pelas horas/aula, acumulando, assim, mais prejuízos.

Atualmente, o piso salarial de um professor para 24 horas semanais

é de R$ 488,00, chegando a R$ 762,50 para 30 horas. Já um diretor, ganha R$ 1.190,00 por 40 horas e um funcionário, R$ 330,00 também por 40 horas semanais.

A categoria quer um piso emergencial de 5 salários mínimos para os professores e funcionários, o que no valor antigo, R$ 136,00, daria um salário de R$ 680,00, ou seja, um reajuste de 39,34%.

No caso dos funcionários, o reajuste reivindicado para chegar aos R$ 680,00 seria de 106,06%.

Como o salário mínimo subiu para R$ 151,00, a categoria pretende manter a proposta de cinco salários, elevando o percentual de reajustes para 54,71%, no caso dos professores, e de 128,79% para os funcionários, resultando num salário de R$ 755,00.

Segundo Souza, o reajuste ainda é pouco diante do levantamento feito pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), que aponta para um salário de R$ 950,00 para cobrir as necessidades vitais dos professores.

Ainda nesta semana, na quarta-feira, dia 29, está agendada uma reunião com a Secretária da Educação, Rose Neubauer. A campanha deve culminar no dia 7 de abril, com a Assembléia Estadual dos Trabalhadores em Educação de São Paulo, que será realizada na Praça da República, na capital do Estado, a partir das 15 horas.

Se as negociações com a Secretaria não avançarem, a categoria acena para a possibilidade de uma greve.

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